terça-feira, 5 de março de 2013

O QUE FAZ FALTA… É LIVRINHO DE CIVILIDADE - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA


 








          Nesta quadra festiva, que passou, recebi Boas-Festas de jornalista brasileira, via Internet. Conforme é meu costume, prontamente agradeci, retribuindo, igualmente, um Santo Natal.

          Para minha surpresa, decorrido dias, abri nova menagem da jornalista, agradecendo ter respondido.

          É tão raro o agradecimento, que já se fica penhorado por essa elementar regra de etiqueta.

          Quando era rapazinho ia de férias, com meu pai, no mês de Agosto, para o Vale da Vilariça.

          Não haviam ricos ou pobres que não nos convidassem para almoçar ou merendar em sua casa. Até as autoridades punham viaturas à disposição, para que o jornalista, filho adoptivo de Vila Flor, não faltasse aos convites.

          Lamentava depois, meu pai, ao regressar, que todos se esqueciam dele: nem carta, nem telefone, nem cartãozinho de boas-festas, pelo Natal!

          Cumpria-se o que diz o ditado:“Longe da vista, longe do coração”.

          Várias vezes, em crónicas, lamentei que a ingratidão esteja  em moda, e  dos que, sentindo as algibeiras carregadas de moedas, esquecem-se daqueles que lhes dispensaram carinho e amor; mas penso que nunca dei solução para o descuido.

          Pois aqui vai, para quem não teve a sorte de nascer em família educada, conhecedora das regras que lubrificam as relações humanas:

          Há à venda livrinhos, que ensinam como se deve portar em todas as ocasiões. Alguns, mais completos, explicam, o trajo ideal para certas cerimonias, e até incluem exemplos de correspondência.

          Já que as escolas não ensinam as elementares regras de civilidade, e as famílias - mesmo as que dizem serem da alta sociedade, -   não têm tempo para isso, seria bom que cada um fosse à livraria mais próxima, e pedisse exemplar de livrinho de civilidade e etiqueta.

          Creio, que se todos o lessem e pusessem em prática os ensinamentos, as relações interpessoais, seriam bem melhores, e a vida de todos, tornar-se-ia mais suave e mais fácil.





HUMBERTO PINHO DA SILVA   -    Porto, Portugal



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