domingo, 7 de abril de 2013

O outro lado - Por João Bosco Leal


João Bosco Leal*
 

Do nascer ao por do sol, em locais planos, ondulados ou com serras, naturais ou já repletos de construções, durante a vida nossos olhares alcançam milhares de horizontes com inimagináveis possibilidades de diferenças, mas nunca iguais.

Admirando-os, cada um os vê de uma forma, enxerga outro detalhe, outra cor ou sombra. E independentemente do lado para o qual nos dirigimos, a cada passo, o que se vê é alterado, surgem novas imagens e possibilidades.

Assim é a vida, repleta de escolhas que podem e devem ser realizadas a cada momento, cada passo, diariamente. Todos possuem, igualitariamente, a chance de optar para que lado, quando e como seguir seu caminho.

Alguns são mais difíceis que outros, mas geralmente recompensam melhor quem por eles seguiu, como as montanhas, de difícil escalada, mas a vista de quem atinge seu cume jamais será admirada por quem não a subiu.

Alguns horizontes estão tão distantes que muitos sequer tentam alcançá-lo, permanecendo onde estão por julgar ser aquele um bom lugar para se estabelecer e lá interrompem sua caminhada.

Perdem a chance de, alcançando aquele ponto que parecia distante, admirar novas paisagens, oportunidades e aí sim, escolher entre estas ou aquelas, que para trás deixou.

Depois daquele horizonte pode haver campos mais férteis, água em abundância, riquezas diversas ou até algo ainda desconhecido aos outros seres humanos.

Lá poderemos encontrar o que sempre buscamos, motivo pelo qual sempre terão mais chances aqueles não medem esforços em busca de novos horizontes, físicos ou culturais.

Nas oportunidades surgidas, são as decisões pessoais, escolhas dos que possuem mais ou menos coragem, ousadia e disposição para lutas e sacrifícios, que determinarão o sucesso ou o fracasso de cada um, como pode ser facilmente observado nos imigrantes nordestinos.

Muitas vezes estamos cansados das tentativas fracassadas, das quedas, dos caminhos já percorridos e das dores sentidas, mas será a determinação por alcançar o objetivo que nos levará um passo adiante, uma nova caminhada e ao sucesso.

Entretanto, é muito comum vermos pessoas que erraram, caíram ou se perderam e não buscam acertar, se levantar, reencontrar o caminho certo e ao recebem ajuda, pequena, um simples apoio, algumas continuam por si, enquanto outras insistem em permanecer no erro.

A educação pode incentivar ou desestimular o interesse das pessoas pelo crescimento cultural, financeiro e social, assim como o poder aquisitivo facilita ou dificulta as realizações, mas não as impedem.

Porém, o tamanho da ambição de cada pessoa e em todas as camadas sociais é totalmente distinto. Isso pode ser facilmente verificado entre garis, juízes de direito, médicos, advogados, engenheiros, qualquer outro profissional ou entre pessoas sem cultura.

Em todas as áreas, só obtém sucesso aqueles que por ele lutam, enquanto aqueles que não buscam acabam perdendo a oportunidade de alcançá-lo.

Nada virá ao encontro daquele que não se dispôs a explorar o que existe do outro lado.

(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.

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