sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Nossas buscas - Por João Bosco Leal (*)

25 de janeiro de 2013 
João Bosco Leal
Paixões 04Podemos sentir diferentes, mas verdadeiros tipos de amor por pessoas distintas, como nossos avós, pais, filhos, namoradas, esposas ou outras.

Independentemente de por quem nutrimos esse sentimento, o importante é que amar faz bem a quem ama e a quem é amado. Entretanto, nem sempre isso é possivel e constantemente se observa amores não correspondidos, o que torna esse amor bastante dolorido para quem o sente.

Motivos diversos, como maiores ou menores afinidades entre duas pessoas – mesmo pais e filhos -, podem levar a sentimentos muito dolorosos para quem ama e percebe não ser amado, por não entender como, com tanto para dar, muitas vezes sequer é notado, ou é preterido por outra que sabe não amar aquela pessoa como ela.

Há pessoas que dizem manter ou haver mantido um relacionamento por “dó” do outro, que muito lhe amava, o que gera a destruição das duas vidas, uma por não ter seu amor correspondido e da outra por permitir uma situação em que não possui felicidade e nem permite que o outro – mesmo que com um sofrimento inicial -, tenha a oportunidade de encontrar outra pessoa que o ame.

Um dos principais motivos de tantos relacionamentos fracassarem é exatamente o fato da maioria das pessoas não serem mais capazes de permanecer só por um tempo, e com isso acabam se unindo ao primeiro que aparece, sem pensar que de nada adiantará, não durará, ou que podem provocar dor no outro e, mesmo após perceberem haver errado, adiam rupturas simplesmente para não ficarem sós.

A história mostra centenas de casos de crimes ocorridos por causa de sentimentos de pessoas que se sentiram traídas, menosprezadas ou até as que cometeram suicídio por terem sido impedidas de ficarem juntas, como Romeu e Julieta.

Entretanto, através dela também é possível saber de milhares de casos de amores correspondidos, bem sucedidos, de pessoas que, juntas, construíram lindas histórias de amor e vida.

Porém, na sociedade atual, com milhões de casamentos desfeitos, é comum vermos pessoas buscando novos relacionamentos, sem demonstrar ter aprendido o básico em qualquer um dos seus anteriores.

O ponto de partida para o sucesso amoroso é, necessariamente, a correspondência de sentimentos. Nenhum deles obterá sucesso se for dedicado somente por um dos lados. Amizades, namoros ou casamentos jamais sobreviverão com um desejo unilateral.

Mesmo os que fracassaram em diversas tentativas não devem desistir, pois certamente aprenderam algo e amadureceram com cada uma delas e o próximo encontro pode ser com a pessoa que sempre buscou.

A busca deve ser por alguém capaz de transformar pequenos instantes em grandes momentos.
  
(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.

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domingo, 20 de janeiro de 2013

A PÁTRIA É UM GRANDE CONDOMÍNIO - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA











Por certo já vos contei o que aconteceu quando fui a loja chinesa comprar material escolar. Na hora do pagamento, o comerciante, num português macarrónico, disse-me que não sabia o que era: “ factura”.

Como o material era para uma escola, havia necessidade de provar a saída de verba, com recibo ou factura.

Bem expliquei, tintim por tintim, o que era factura, mas o negociante, de olhos oblíquos, sorrisinho velhaco, apenas repetia em português quase inelegível: - “ Facturra!? … facturra !?… Não sei o que é! ; Recibo!? …recibo!?; também nõ sei.”

Não tive outro remédio se não trazer o material – que era barato – sem a respectiva fatura.

Vem este grotesco episódio a propósito da obrigatoriedade dos negociantes passarem factura.

Após ter saboreado o cafezinho, na confeitaria habitual, fiquei a conversar com um dos sócios, sobre essa obrigação.

Levantando a voz, declarou que é uma estupidez impraticável, que levará à ruína muitos comerciantes.

Discordei, argumentando que as farmácias fazem-no, seja qual for o preço do medicamento.

Respondeu-me que eram ricas, e bem podiam viver sem fugirem ao fisco.

Esquecem-se que a Pátria é um imenso condomínio. Se todos contribuírem, todos ganham. Se os condóminos não pagarem atempadamente, a manutenção do prédio não se faz. Por isso, muitos imóveis encontram-se em estado lastimoso. O mesmo acontece à Nação.

Esta mentalidade, característica dos povos latinos, leva-os à miséria e à ruína dos países.

Certa vez escutei o Dr. Bagão Félix, então Ministro das Finanças, declarar: que fizera obras em casa. Ao pedir o orçamento, o mestre-de-obras, perguntou-lhe: “ Senhor Ministro com IVA ou sem?”; ou seja com recibo ou sem recibo?

Com povos assim é impossível haver bons governantes.

E assim, os povos mais honestos, têm melhor nível de vida, do que os latinos, que se orgulham, declaradamente, de sonegarem os impostos, sempre que podem.





HUMBERTO PINHO DA SILVA  -   Porto, Portugal


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sábado, 19 de janeiro de 2013

Princípios básicos - Por João Bosco Leal


18 de janeiro de 2013

João Bosco Leal (*)
Corrupção 15Alguns princípios como moral, ética, caráter e honestidade são fundamentais para a convivência social, e todos, de qualquer nível social ou educacional, mesmo os que jamais foram a uma escola ou que cresceram órfãos possuem conhecimento da maioria destes.

Sabem que não podem ser imorais, sem ética, roubar ou cometer qualquer tipo de crime, mas em nosso país isso não ocorre, pois mesmo buscando mais informações e pesquisando sobre o significado de cada uma dessas palavras, nada encontrei além do que todos sabem, ou deveriam saber.

A moral é conjunto de normas do que é certo ou errado, proibido e permitido nas atitudes humanas dentro de uma determinada sociedade, uma cultura, e possui caráter normativo, determinando a obediência a costumes e hábitos recebidos. O conjunto de qualidades e defeitos da pessoa determinam sua conduta e moral. Seus valores e firmeza morais definem a coerência de suas ações.

A ética, construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais, é um conjunto de princípios morais que norteiam a conduta humana na sociedade. Embora não seja uma lei, a ética está relacionada com o sentimento de justiça social e, buscando fundamentar as ações morais exclusivamente pela razão, serve para que haja um equilíbrio entre pessoas, grupos e classes sociais.

O caráter, qualidade inerente a uma pessoa desde seu nascimento e reflete seu modo de ser. É o conjunto de características e traços particulares que caracterizam um indivíduo, e não sofre influência do meio. Uma pessoa “de caráter” é aquela com formação moral sólida e incontestável, enquanto a “sem caráter” é aquela desonesta, que não possui firmeza de princípios ou moral.

A honestidade é a qualidade de ser verdadeiro, não mentir, não fraudar ou enganar. É a honra, de uma pessoa ou instituição. O respeito e a obediência incondicional às regras morais existentes.Honesto é o que repudia a malandragem, a esperteza, aquele que é transparente e exige transparência dos outros.

Depois da constatação dessa veracidade literária, espelho do meu entendimento, me pergunto o que levou nosso país à condição hoje existente, onde nenhum desses princípios é respeitado, principalmente pelos que deviam dar exemplos, e, convivendo nessas condições é que as novas gerações estão sendo educadas.

No chamado julgamento do mensalão, pudemos assistir a perplexidade de toda uma nação, ao assistir um dos ministros, o relator Joaquim Barbosa, simplesmente exercitar esses quatro princípios, simplesmente porque há anos não vê nada semelhante acontecer. No caso específico, o que seria normal passou a ser o anormal.

Com todas as provas existentes, mesmo as melhores e mais caras bancas de advogados do país não conseguiu absolvê-los e ainda assim alguns dos condenados se acham no direito de fazer reclamações a cortes internacionais, como se injustiçados fossem.

Segundo a Wikipédia, “vergonha é uma condição psicológica e uma forma de controle religioso, político, judicial e social, consistindo de ideias, estados emocionais, estados fisiológicos e um conjunto de comportamentos, induzidos pelo conhecimento ou consciência de desonra, desgraça ou condenação”.

Pois é o que menos possuem alguns membros do Poder Legislativo que, mesmo após a condenação de alguns de seus pares nesse caso, pretende impedir a cassação imediata de seus mandatos.

O terapeuta John Brad Shaw conceitua a vergonha como a “emoção que nos deixa saber que somos finitos“.

Pela primeira vez em décadas assistimos alguns dos mais influentes políticos do país perceberem que são finitos, exatamente por não terem tido vergonha, moral, ética, caráter e honestidade. 

(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.

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sábado, 5 de janeiro de 2013

O HOMEM É SEMPRE O MESMO - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA







Tive amigo, companheiro de escola, com quem conversava muitas vezes. Isto é modo de falar, ou melhor escrever, porque o nosso diálogo não passava de simples monólogo.

Nada dizia de interessante; usava frases feitas; repetia o que ouvia na TV, sem coar pelo parecer próprio; sempre a mão direita permanecia estendida, tocando-me como pretendesse acordar-me; e para desdita minha, enchia-me o rosto de vastos perdigotos, que saiam-lhe dos lábios, como repuxo de jardim.

Seu pensamento borboleteava à volta do bairro onde nascera e vivia; e os amigos eram colegas de trabalho.

Aos sábados, após o farto almoço, corria para o centro comercial, ao encontro de antigos colegas da firma, onde trabalhara, e discutia, a grandes vozes, intrigas passadas.

Nunca praticou desporto; raras vezes foi ao teatro; nunca assistira a conferências; e julgo que o único livro que lera, foram os compêndios por onde estudara.

Fugia dele, não que fosse má companhia, muito pelo contrário, mas sua conversa era maçadora e cansativa.

Hoje lembrei-me dele, ao ler “ Os Caracteres” de Teofrasto - filosofo grego, discípulo de Aristóteles e Platão.

Teofrasto descreve, no capítulo “ Da rusticidade” algumas caracteristicas do meu amigo: “ Parece-me que a rusticidade não é outra coisa senão a ignorância das boas maneiras. Vê-se, com efeito, pessoas rústicas, e sem reflexão, saírem um dia da medicina - dias em que se faziam tratamentos, que provocavam mau hálito, - não fazendo diferença entre o odor e os perfumes mais delicados; (…) falar alto e não saber reduzir a um tom de voz moderado (…). A gente vê-os assentados com vestidos levantados até aos joelhos, e de uma forma indecente. Acontece-lhe que, em toda a vida nada admiraram, nem parecem surpreendidos com as coisas mais extraordinárias que surgem nos caminhos, mas se for um boi ou um burro ou um bode, logo param a contemplá-lo. Se entram na cozinha, logo comem avidamente tudo que encontram, bebem dum trago, uma taça de vinho, escondem-se, para isso, da sua criada (…).

“ E quando vão pela rua perguntam às primeiras pessoas que encontram: a que preço está o peixe salgado? As peles vendem-se bem? (…). Outras vezes não sabendo que dizer, dizem: - Vou fazer a barba. Saí apenas para isso.”

Pela amostra pode-se avaliar que o ser humano pouco evoluiu, pois esta descrição, escrita nos anos 372-287 A. C., fotografa, com ligeiras diferenças, devido á época, o comportamento de muitos do século XXl.

A ciência evolui, mas o homem, na essência, continua sempre o mesmo.



HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal


publicado por solpaz às 13:55
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sábado, 15 de dezembro de 2012

O MUNDO TRASH DA MUSICA BAIANA. HAJA SACO !!!


















Por: JOSÉ JOAQUIM SANTOS SILVA











A minha Bahia é um Estado lindíssimo, cheio de histórias. Culinária boa e cultura primorosa e de arquitetura de valor incalculável. É bom lembrar que Rui Barbosa o famoso Águia de Haia, era baiano e dos bons mesmo.
Mas os elogios param por aqui....Chega !!!
Quando é para falar de música… o meu coração dói. Um grande montante de lixo musical foi produzido neste lugar ao longo dos tempos. Fora as bandas clandestinas que mesmo não-baianas, com aquele orgulho em afirmar que é baiana (exemplo? Babado Novo e a Cláudia Leitttttttttte (com todas as letras “tês” possíveis), que são cariocas, mas tem aquele orgulho de dizer que é do ventre da mainha Bahia, ôxe!). Ou seja, com aquele pseudo-sotaque baiano feito nas coxas.
Porque nós baianos não nos expressamos assim. Nem os baianos de Ilheus e companhia não possuem esse sotaque medíocre que a Claudia Leite tenta imitar.

IRRITAÇÃO

Falando em irritação, no começo da década de 80 eu começei obrigatóriamnte a conviver com essas rádios de sexta categoria tocando incessantemente Timbalada e Olodum. Lembram do “…requebra, requebra, requebra sim, pode falar. pode rir de mim, Ou "Avisa lá que eu vou chegar mais tarde "…“? Era insurportável estes refrões malditos tocando uma porrada de vêzes vezes para todo o canto que você ia. Chegando ao ponto da referida porcaria musical ficar tocando na minha cabeça, contra a minha vontade o dia inteiro ou até na hora de dormir.
Uma tortura gente. Não recomendo isso para o meu pior inimigo. Mas o pior viria pouco tempo depois pasmem:
Uma banda idiota estoura nas rádios em forma de jabá (pagou tocou). O nome? Harmonia do Samba, que de harmonia e de samba não tinha nada. Era um pagoxé ruim de aguentar, com letras de duplo e triplo sentido, um português de décima categoria. Pior era vê-los nos programas de TV, rebolando feito gazelas com o rabo cheio de pimenta, para o nojo de quem vos escreve podem crê .

Um jegue lerdo chamado Xande rebolando e mexendo não sei como, algumas cabeças acéfalas de adolescentes e algumas piriguetes da terceira idade também.

A HERANÇA MALDITA

Mas a herança que foi deixada por eles foi a maior merda já feita. Inúmeras bandas de pagoxé surgiram nos fins dos anos 90 feito rastro de pólvora. E estas evoluíram para a droga conhecida hoje com swingueira. Uma droga por que entrou no seio das grandes instituições educacionais. Quem não ouviu falar de uma banda de swingueira que não surgiu entre amigos de colégio, com nomes que são fruto de um pensamento extremamamente avançado… para um jumento: “Samboeh”, “Swingsamba”, “Sambateen” e etc. que tem como público menininhas entre os 13 e 17 anos, sendo musicalmente preparadas para serem estupradas consentidamente pelos “admiradores” deste som. Algumas delas continuam curtindo esse sonzão enquanto amamentam ou trocam as fraldas seus bebês. Frutos dos pagodes. E o pior é que essas irresponsáveis jogam a responsabilidade preferencialmente nas mãos das mães que naturalmente são avós derretidas.
E quando digo que estas meninas são preparadas para a bacanagem, eu falo sério. Estas letras refeletem muito isso, apesar do desconhecimento in causa das pobres coitadas. Lembrem-se que quanto mais apelativa a musica, mas elas “bombam” nas paradas de sucesso desse nosso nefasto Carnaval:
São os camarotes cada vez mais esburacando e invadindo os espaços que seriam do público, e o público espremido e cada vez mais violento. Isto é, sem nos esquecermos dos ambulantes e dos catadores de latinhas que estão no meio também.
Não se esqueçam que o pagode-axé é o banalizador numero um da:

-Violencia principalmente no suburbio ferroviário
-Prostituição
-Infidelidade e desrespeito
-Poluição sonora principalmente dos sons dos automoveis.
-Crimes
-Elevado uso e consumo de drogas



A SEGUIR, AS LETRAS NEFASTAS QUE FAZEM SUCESSOS AQUI EM SALVADOR

MAS PELO AMOR DE DEUS NÃO JULGUEM MAL. POIS, ESSAS LETRAS SÃO DO AGRADO DO PÚBLICO CLASSE (Z) !!


1- Bota a mão no tabaco (repete um montão de vêzes)

2-Tá que tá que tá gostoso (várias vezes)

Toda música tem que começar com uma introdução besta, tipo essa aí. Podia ser “ah que delícia” ou “mete mais fundo”. Não faria a menor diferença.

3-Tá ficando molhadinha 
Eu tô sentindo um cheirinho de calcinha (repete) que falta de criatividade !!!

Esse cara deve ser um cara de olfato excepcional, tipo do do filme Perfume. Por que, imagina só: uma festa, gente baforando, álcool para tudo que é lado, gente suando feito porcos e o cara sentir aquele doce aroma vindo da vagina de uma mulher? Como pode? Com a palavra o efeito da droga no cérebro dele !!!

4-Eu vou pegar o telefone e endereço da gatinha (repete)
Típico de playboy acéfalo: Traça um papo, pega o endereço e o telefone, e diz que quer dar uma carona para ela. Com certeza este cara tem segundas, terceiras… enésimas intenções com a “gatinha”. Tem carro e pensa ser o dono do mundo !

5-Eu vou pular o seu quintal e roubar sua calcinha da boquinha (repete)
Isso é sintoma do que chamam de fetichismo. Fora o fato de o que diabos uma garota estaria fazendo com uma calcinha na boca? Mascando o nylon?

6-É na boquinha, no peitinho, no xibinho e na bundinha… (É na boquinha, no peitinho, no xibinho e na bundinha…) (repete)As partes importantes desta rampeira foram citadas. E a cabeça, pergunta o leitor desavidado? Isso, para o playboy, não faz a menor diferença.

7-É no boquete, boquete, boquete… (Boquete, boquete, boquete, boquete…) (ad infinitum)
Pergunta para uma menina com os seus 12 a 13 anos o que significa o verbete “boquete”? Ela não saberia dizer. Elas poderia achar que era um movimento, um nome de uma dança estranha. Jamais passaria pela cabeça que isto nada mais é do que engolir uma tora de carne até a garganta, em movimentos ritmados, para puro deleite de quem o recebe. Ma hoje, a realidade é outra elas são bastantes escoladas.
Agora imagina o pai desta “moça” vendo ela dançar esta música? 
Se tocar a mão, aí o juizado de menores acaba com o véio.
8-Rala a chana no chão (repete também várias vêzes) essa.....ah !!!! sem comentário. Deixo com vocês !!!
9- Essa todo povão canta e adora " Favela ê favela eu digo que tá quase na hora ". É mole ????

FECHANDO O MEU COMENTÁRIO EU DIGO !!!!


Há muito tempo que a musica tornou-se elemento de desvio de costumes e padrões, uma verdadeira usina de linguíças e fabrica de prostitutas mirins, professoras adultas e consumidores de alucinógenos especialmente o crack. Droga barata que qualquer zé povinho pode comprar com dinheiro roubado dos ônibus e pertences dos passageiros não é ?... Só para lembrar aquela infamia: “…beijo na boca ah ah ah ah esqueça é coisa do passado, a moda agora é namorar pelado e enfiados…” Quando me deparo com esses casos de vômito musical. remeto aos adolescentes que pressionados por mudanças estruturais em seu corpo, sao empurrados ao suplicio mental onde so é “macho” quem pratica os atos descritos nessas baixarias. Eu penso q um pouco da época da Ditadura (leia-se CENSURA) resolveria alguns desses males.
Que coisa feia! A imprensa baiana totalmente cúmplice dessas porcarias que chamam de musica baiana. Jornalismo é coisa séria a população precisa saber realmente o que está acontecendo, não ficar exposto a essa manipulação da informação principalmente de certas RADIOS FMs. Pois já foi comprovado; " O axé music aumenta a propabilidade de burrice em qualquer pessoa.
Que pena que a música baiana transformou-se em um festival de baboseiras, já estou com saudades dos mestres CAETANO, GIL, BETÂNIA, GAL, MORAES MOREIRA, PAULINHO BOCA DE CANTOR, PEPEU GOMES, ARMANDINHO BABY DO BRASIL, EDERALDO GENTIL A CÔR DO SOM, BATATINHA. E muitos e muitos outros..... Não aguento mais ouvir tanta mediocridade dos pagodes e axé. O jovem de hoje aceita qualquer porcaria. TRISTE REALIDADE Realmente existe muita gente ignorante aqui na nossa Salvador. Admito que houve uma invasão rural em nossa cidade e infelizmente tem gente que pensa que está no interior e continua com os mesmos comportamentos devido a fatores socio educacionais. Agora em um aspecto,concordo com o professor:A musica baiana é uma verdadeira PORCARIA!Só fazem musica baseado em palavrões de muito baixo calão; uma grande poluição sonora.
é por isso que o professor Antônio Dantas está certo (infelizmente).
Aliás o que se esperar de uma metrópole a terceira maior do país (Salvador), desgovernada por um prefeito que não tem preparo algum e isto sem falar que fazem 30 anos que a nossa Bahia não,sabe o que é Educação.

Se priorizou muito as avenidas, vales e viadutos. Eu até concordo. Mas se esqueceu do povão sem educação.
É uma pena eu não ser burro. Assim não sofria tanto !

JOSÉ JOAQUIM SANTOS SILVA
jjsound45@hotmail.com _Comentários



Fonte: Homepage “Para ler e pensar” – Clique neste link para conferir:
(Acessado dia 15/12/2012, às 08h 43m – horário de Ms)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O ÚLTIMO NATAL EM FAMÍLIA - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA

 
 









Nos derradeiros anos da década de setenta, convidaram-me a cear em Alto de Pinheiros, pacato bairro paulista, em casa de parentes.

Era uma bela moradia cercada de luxuriante jardim, tipo inglês, mosqueado de miudinhas flores encarnadas.

A ampla sala de jantar, quando cheguei, estava decorada para a festa. Na grande mesa de jacarandá, havia alva toalha adamascada, e sobre ela, pratos de porcelana branca, com arabescos a ouro, ladeados de lustrosos talheres de prata.

Ao centro, o vistoso vaso de faiança de Alcobaça, transbordava de fruta fresca, rodeado de garrafas de vinho chileno, guaraná, e muito suco de maracujá.

Suaves e delicados vapores perfumados enchiam o ar: aromas a canela e açúcar caramelizado, à mistura com o gostoso cheirinho de cozido de castanhas, batata, e de bons lombos de bacalhau, que me disseram ser de Portugal, mas importado da Noruega.

Chegavam da cozinha leves sussurros de vozes nordestinas e agudos risinhos de crianças. De súbito, revoada de gurizinhos travessos, à compita, rompeu pela sala, desaguando no adormecido jardim, onde imponente abeto, de largos frondes, feericamente engalanado de vistosas lâmpadas coloridas, comunicava, aos transeuntes, que era noite santa, a santa noite de Jesus.

Entreguei caixa de vinho verde, alvarinho, e outra de saboroso vinho fino – o “Porto” que não pode faltar na ceia de família portuguesa, – e acomodei-me junto ao ancião, que embebido, assistia ao “ Direito de Nascer”, novela que a “Globo”, com sucesso de audiência, transmitia.

Conversamos de outros natais; de natais de outrora; do bolo-rei, doce que o idoso, que saíra do Porto, em 1913, desconhecia.

Estávamos em doce cavaqueira, quando confidenciou-me o seguinte:

Nos anos trinta, pelo Natal, a família aconchegava-se à volta da mesa. Vinham tios, irmãos, primos e mais primos, alguns de muito longe. Apinhava-se a casa com festa rija, que terminava altas horas. Nesse tempo a cidade de São Paulo era tranquila. Ninguém receava atravessá-la, mesmo noite dentro.

Após a ceia, Papai Noel, vestido de encarnado, entrava, segurando grande saco de serapilheira. Dele saíam, como coelhos da cartola de mágico: bicicleta para menino, boneca para menina, brinquedos sem conta, e roupa de marca.

Um dia a filha Helena, que era excelente aluna, pediu-lhe uma bicicleta; prenda demasiada para a pobre bolsa. Comprou-lhe, nesse Natal, gracioso vestidinho de organdi, azul celeste. Na hora da distribuição, coube a garotinha, sua sobrinha, moça sapeca, nada aplicada ao estudo, garrida bicicleta, que faiscava, reluzindo na intensa iluminação da sala.

Helena cravou a vista no velocípede, atirando-lhe olhinhos de censura, indignada.

À saída, voltando-se para o pai, desabafou com raiva:

- Papai Noel é muito injusto. Pedi-lhe uma bicicleta e dá-me vestidinho!

Com os olhos humedecidos, o idoso, murmurou tristemente:

- Foi o último Natal em família! Como é difícil o pobre conviver com o rico!




HUMBERTO PINHO DA SILVA   - Porto, Portugal



 




 
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sábado, 1 de dezembro de 2012

NÃO È DO PORTO, É DA MURTOSA! - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA






 
Quando era menino, havia na rua Marquês Sá da Bandeira, em Vila Nova de Gaia, lojinha que tudo vendia: desde artigos de papelaria, loiça de faiança, a vasos de barro vermelho.

Era proprietário o Sr. Costeira, o negociante mais honrado que conheci. Desde o largo dos Aviadores até ao jardim Soares dos Reis, não havia homem mais respeitado e honesto do que o modesto lojista.

Entrou, certa vez, meu pai no pequeno estabelecimento. Saudou o dono afavelmente, e quando lhe pedia resma de papel costaneira, recebe embrulhadinho de moedas.

Espantaram-se os olhos diante a insólita oferta. Estupefacto ficou meu pai, mirando alternadamente, as moedas de cobre e níquel.

Então o Sr. Costeira, de semblante risonho, pedindo mil desculpas, meio envergonhado, meio brincalhão, disse: - Sr. Pinho, sem querer, levei-lhe dinheiro a mais, na última compra. Aqui está o que é seu!

Era assim o Sr. Costeira. Profundamente crente, testemunhando a fé em Cristo, pela conduta exemplar.

Tinha o bom negociante estranho costume: se lhe pediam desconto, dizia, entre sorrisos: - Já tem o bicho cacau! Bicho cacau era o preço justo.

O tempo passou. Indo meu pai de viajem a Lisboa, teve que se deslocar à Costa do Sol. Entrou numa pastelaria na Parede, a fim de tomar  cafezinho.

Reparou o comerciante, pela pronúncia, que era do Norte, e ao inteirar-se que vivia no Porto, acrescentou: depreciativamente:

-Os negociantes dessa cidade são quase todos desonestos, a que meu pai tripeiro ferrenho, repostou, defendendo-se: - Depende! …

E começou a contar que conhecia comerciante, honesto com poucos, narrando a cena das moedas guardadas pelo Sr. Costeira.

Ao escutar a palavra “ Costeira”, iluminou-se-lhe a boca de largos risos, interrompendo a narração de imediato:

- Mas esse não é do Porto! É da Murtosa!

Havia chegado ao Sul a honradez do Sr. Costeira. Perante o pasmo de meu pai e meu, que presenciava o episódio, rapidamente esclareceu:

- Os Costeiras são da Murtosa e conhecidos pela verticalidade e honradez. É boa gente!…mas não são do Porto!…






HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal


publicado por solpaz às 18:50
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