segunda-feira, 17 de junho de 2013

Na mesma moeda - Por João Bosco Leal

de:
 João Bosco Leal <artigos@joaoboscoleal.com.br> por  cli12668.bounceret.com 
responder a:
 artigos@joaoboscoleal.com.br
para:
 nogueirablog@gmail.com
data:
 14 de junho de 2013 01:04
assunto:
 Na mesma moeda
enviado por:
 cli12668.bounceret.com
:
 Importante principalmente porque foi enviada diretamente para você.
Imagens recebidas deste remetente são sempre exibidas Não exibir de agora em diante.



Senhor Editor,
Envio um novo texto, Na mesma moeda, para sua publicação.
Obrigado,
João Bosco Leal
Na mesma moeda 

Acompanhando o noticiário sobre as invasões de terras por índios com apoio e incentivo de ONG's Internacionais, do CIMI - Conselho Indigenista Missionário da Igreja Católica e da FUNAI - Fundação Nacional do Índio, fico imaginando como se sentem os produtores rurais invadidos em relação à incapacidade e à falta de interesse do Poder Executivo em simplesmente fazer cumpri a lei.

E para os que dizem que essa invasão não é crime, que a terra era dos índios, lembro que todas as áreas possuem documentos originários do Governo, que titulou ou vendeu terras devolutas há décadas ou, em muitos casos há até mais de um século, quando tinha interesse em colonizar as regiões centrais e norte do país e para isto incentivou a criação de novas fronteiras agrícolas.

Ora, se os títulos originais das terras são do Governo Federal, autorizado pelo Congresso Nacional a emiti-los, invadi-las ou dizer que eram de índios é desacreditar todo o Congresso, o Poder Executivo e o Judiciário do país, que, ao longo dos séculos montou a estrutura democrática e capitalista hoje vigente no país e que os ideólogos socialistas hoje no poder pretendem destruir.

Mas se isso ainda não convence, outro questionamento que coloco é sobre os diversos direitos que estamos criando dentro de um mesmo país, quando exigimos regimes de cotas raciais ou de qualquer outro tipo nas escolas e direitos distintos aos índios que podem invadir, destruir e roubar sem serem expulsos e presos por isso, pois independente de raça, cor da pele ou mesmo ideologia, somos todos brasileiros e - pelo menos em tese -, deveríamos ter os mesmos direitos e obrigações. A lei precisa ser igual para todos.

O que estamos discutindo é o direito de propriedade, sem o qual deixaria de existir a estrutura social capitalista em que vivemos, e esta é a verdadeira intenção dos ideólogos de outro regime que estão por trás dessas invasões e dos incentivos ao descumprimento de mandados judiciais.

Em um de seus textos Rodrigo Constantino disse que "Tem uma turma da elite culpada que chama isso de justiça, desde que não cheguem até a SUA linda casinha no conforto urbano, protegido pela polícia "fascista"...".

Imagino qual seria o tratamento dado aos produtores rurais que invadissem, destruíssem e roubassem as sedes dessas ONG's, as chácaras, seminários e prédios onde residem os Salesianos, os padres que comandam o CIMI, e as casas onde residem os dirigentes, antropólogos e ambientalistas da FUNAI.  

Certamente a Presidente da República não iria convocar ministros para se reunir com todos os lados envolvidos declarando que, com isso, estava buscando uma solução pacífica. Não iria gastar milhões com o envio e manutenção de homens da Força Nacional de Segurança para ficarem simplesmente observando as áreas invadidas sem nada fazer e até protegendo os invasores.

E é assim porque a cúpula do Poder Executivo no país - que a comanda - é ideologicamente favorável à destruição do regime capitalista, para a implantação do socialismo (quem sabe Bolivariano). Nos países onde isso já ocorreu, a destruição do sistema produtivo foi o caminho mais utilizado - como nos exemplos mais recentes, de países vizinhos e da América Central -, pois como sua consequência ocorre a miséria, abrindo as portas para os ideólogos socialistas alegarem ser a mudança de regime a única solução.

O pagamento na mesma moeda, com produtores rurais invadindo, destruindo e saqueando a estrutura que está por trás disso, certamente provocaria uma solução mais rápida, equilibrada e definitiva.

João Bosco Leal    www.joaoboscoleal.com.br


*Jornalista e empresário

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Interpretações - Por João Bosco Leal


de:
 João Bosco Leal <artigos@joaoboscoleal.com.br> por  cli12668.bounceret.com 
responder a:
 artigos@joaoboscoleal.com.br
para:
 nogueirablog@gmail.com
data:
 6 de junho de 2013 19:33
assunto:
 Interpretações
enviado por:
 cli12668.bounceret.com
:
 Importante principalmente porque foi enviada diretamente para você.
Imagens recebidas deste remetente são sempre exibidas Não exibir de agora em diante.




Senhor Editor,

eis um novo texto, Interpretações, para publicação.

Obrigado,

João Bosco Leal



Interpretações


Trabalhando há anos com política classista, vinha me especializando em direito de propriedade e, sobre esse tema, escrevia alguns raros textos. Em determinada ocasião montei um blog na internet onde postei, durante um mês, o diário e as fotos dos locais por onde passava durante uma viagem de moto que fiz, por quatro países, com quem à época era minha esposa.


Eram minhas únicas experiências como "escritor", mas ao sofrer um acidente moto ciclístico e ficar acamado, imobilizado durante dois anos, comecei a observar tudo e todos à minha volta.


A ausência de pessoas que considerava amigas e a presença constante de outras que não imaginava ser, o noticiário do que estava ocorrendo no mundo, a leitura de novos livros e o tempo totalmente ocioso, faziam minha mente pensar sobre muitas coisas que antes não pensava e pouco a pouco fui colocando no papel o que sentia sobre minhas observações, pensamentos e sentimentos.


Entretanto, sempre tive consciência de não possuir preparo literário suficiente para - que seja razoavelmente -, escrever de forma a ser considerado um escritor. Escrevo simplesmente porque gosto e penso que algum dia algum de meus descendentes pode ter a curiosidade de saber o que seu antepassado pensava sobre determinado assunto, ou como eram os costumes da época.


Atualmente, através dos comentários postados no próprio blog onde os publico, nos jornais, revistas, sites, blogs e outras redes sociais onde os mesmos são republicados, ou mesmo quando me dizem pessoalmente como o entenderam, tenho até me divertido ao perceber como cada pessoa interpreta um texto de modo diferente.


Imaginam que escrevi isso por aquilo e ouvindo várias delas separadamente, fica claro que cada uma imagina que escrevi aquele texto por uma ocorrência específica ou para determinada pessoa. As interpretações dos motivos pelos quais ou para quem escrevi uma frase, um parágrafo ou um texto, são de uma diversidade inimaginável. 


Quando escrevi algo direcionado a alguém - como já ocorreu em algumas oportunidades -, certamente o texto não se tornou público, ou a pessoa para quem foi escrito foi antecipadamente informada da "homenagem" que seria publicada, mas não foi o que ocorreu em relação a alguns textos sobre os quais ouvi esse tipo de interpretação.


A partir de ocorrências como essas podemos imaginar os motivos pelos quais, durante séculos, não se chega a um acordo sobre nenhum parágrafo bíblico. Cada um interpreta de uma forma e uma das consequências disso foi e continua sendo a criação de uma infinidade de igrejas pelo mundo que seguem a mesma Bíblia com interpretações diferentes, inclusive entre os membros de uma mesma igreja, o que normalmente provoca a criação de outra e assim por diante.


Isso torna a escrita uma das mais fascinantes capacidades do ser humano, uma vez que transcende o tempo, documenta a história e as descobertas em todos os aspectos, cria fatos, imaginações, lendas, estórias e, claro, gera cultura.


Há um brocardo latino que define isso com precisão: "Verba volant, scripta manent" ou "Palavras voam, a escrita permanece".


Após ter "parido" um texto, praticamente já nem me lembro dele, passando a observar novas coisas, pessoas, comportamentos e situações, que possam gerar a criação de outro e ao escrever sobre essas minhas interpretações, não penso em como o texto será interpretado por quem o ler.


A interpretação um texto cabe ao leitor, que a fará de acordo com sua educação, nível cultural e suas próprias experiências.


João Bosco Leal    www.joaoboscoleal.com.br


* Jornalista e empresário

domingo, 2 de junho de 2013

A CRIANÇA E A ORAÇÃO - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA










Em “ Mistérios de Fafe”, Camilo, o maior prosador de língua portuguesa, descreve magistralmente o diálogo travado entre Rosa, filha de rendeiro de terras, mas educada, desde menina, por fidalga, sua madrinha, e o marido, rústico espingardeiro de Guimarães.

Escreve Camilo, que Rosa, lamentava-se que a sogra, muito beata, obrigava-a a permanecer horas afio diante do santuário de pau-preto, tonta de sono, em continuas rezas, que lhe deixavam os joelhos numa lástima.

O marido, ouvia-a atentamente, e no íntimo dava-lhe razão, mas não era capaz de advertir a velha, sua mãe.

Muitos, mormente na minha juventude, encaminhavam as crianças, para missas enfadonhas, que nada lhes diziam, e obrigavam-nas a rezarem o rosário ou terço, seguidos de litanias infindáveis.

Ora a oração não é um dever, e menos ainda obrigação, mas conversa com Deus, que deve ser franca, simples e alegre.

Não devem ser obrigadas a rezarem orações estereotipadas, que contêm palavras, cujo significado desconhecem.

Basta que saibam o Pai-Nosso e a Avé- Maria e pouco mais, e que as recitem ao deitar e levantar.

Dizia e bem, a filha do Conde Drost Zu Vischering, Clemente Haidenreich, a beata Irmã Maria, que viveu e faleceu na cidade do Porto, que cantar e andar sempre com o pensamento em Deus, já é rezar.

Cantemos com os jovens cânticos alegres, que os incitem a procurar o Senhor.

O bom costume, atualmente em desuso, de ler passagens bíblicas, ao serão, em família, era hábito salutar.

Ofertar aos filhos Bíblia adaptada às crianças é, também, de grande proveito.

Falo da Bíblia, porque é a Palavra de Deus; mas livros devotos ou que apresentam vida de santos, são excelentes para a formação espiritual e moral da mocidade.

Pretende-se que os jovens reconheçam que orar não é repetir orações enfadonhas, como se castigo fosse.

Jacinta, vidente de Fátima, disse que antes das visões, abreviavam a reza do terço, dizendo apenas “Ave-Marias” e “ Pai-Nosso”. Deste jeito o tempo de oração era curtíssimo, e tinham, assim, mais horas de brincadeira.

Para os pastorzinhos, antes de terem contacto com Nossa Senhora, rezar não era diálogo, mas obrigação, que consideravam desnecessária.

Ajudemos os nossos filhos a amadurecerem espiritualmente, lendo as passagens mais interessantes da Bíblia, e entoando, com eles, formosos e edificantes hinos.

Rezar é cantar. Orar pelos doentes, pelos amigos por infelizes e pela paz do mundo e da alma.

Se assim se fizer, por certo, seguirão o caminho certo.
E se “desgarrarem”, afastando-se da Verdade, a culpa não será nossa.

Então resta-nos rezar para que o filho pródigo volte a buscar e reconciliar-se com o Pai.



HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal




Matéria enviada pelo autor, por e.mail, para ser publicada – Confira-a no Blog Luso-Brasileiro “PAZ”, clicando aqui.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Reatamento - Por João Bosco Leal


de:
 João Bosco Leal <artigos@joaoboscoleal.com.br> por  cli12668.bounceret.com 
responder a:
 artigos@joaoboscoleal.com.br

para:
 nogueirablog@gmail.com

data:
 31 de maio de 2013 01:02
assunto:
 Novo texto
enviado por:
 cli12668.bounceret.com
:
 Importante principalmente porque foi enviada diretamente para você.
Imagens recebidas deste remetente são sempre exibidas Não exibir de agora em diante.





Senhor Editor,
eis um novo texto, Reatamento, para  publicação
Obrigado
João Bosco Leal
   

Como em uma rodovia, mesmo que repetindo um trecho já percorrido outras vezes, a viagem da vida é diferente cada dia, com retas, curvas mais ou menos acentuadas, subidas, descidas e paisagens distintas.

Cansados, distraídos ou olhando para algo do lado, não percebemos a chegada de uma curva e...  Logo aparecem os comentários de alguém informando que se..., ou se..., isso não teria ocorrido, pelo menos não com tanta gravidade, o mesmo fim.

Acidentes podem ou não ocorrer na vida dos que vivem e, mesmo aqueles que se privam de tudo e de todos, tentando não correr qualquer risco estão, a qualquer momento, sujeitos a uma ocorrência inesperada seja onde estiverem.

Independentemente da situação, local, clima, velocidade ou meio de transporte, acidentes podem ocorrer. O que muda, dependendo dessas e de outras variáveis, é a gravidade do mesmo.

Assim é a vida. Passamos todos os dias pelo amanhecer, o entardecer e a nova noite, mas eles nunca foram e jamais serão iguais.

Em um deles podemos conhecer alguém que se tornará nosso maior parceiro, amigo, a maior paixão ou verdadeiro amor, com quem viveremos por muito tempo ou até a morte, mas em outro poderemos conhecer nosso maior adversário, rival, inimigo.

Entretanto, como jamais saberemos o que nos aguarda no futuro, não há como escolher o dia que não sairemos de casa para não conhecermos alguém pouco interessante, ou para não corrermos algum risco. Assim procedendo, poderíamos deixar de conhecer coisas ou alguém agradabilíssimo.

E esse alguém poderá ser o amigo que precisávamos ou se tornar o amor com o qual sempre sonhamos. Mesmo assim, por medo, alguns se recolhem e aí realmente diminuem bastante suas chances, inclusive de encontrar a pessoa com quem sonhava.

Provavelmente esse talvez seja o motivo pelo qual tenho ouvido pessoas dizerem que já erraram muito, sofreram, que estão cansadas e que dificilmente farão novas tentativas. Não é o que penso sobre os relacionamentos afetivos que por algum motivo foram rompidos.

Com eles sempre aprendemos algo, o que certamente facilitará um próximo que poderá ocorrer, ou melhorar muito o mesmo, se reatado for.

Surgem momentos, mesmo aqueles de superação dolorosas, em que precisaremos nos despedir de algo, algum lugar ou alguém que já não se encaixam mais em nossa vida, ou ficaremos, pelo resto da vida, nos lamentando pelo fato de não termos sido capazes de nos levantar e seguir bem frente, ou voltar a um relacionamento do qual jamais devíamos ter nos afastado.

Não importa quando ou onde, o fato é que durante a vida, só não acertam ou erram muito, os que não tentam. Isso, porém, não significa que devemos tentar de qualquer modo, com qualquer um, inconsequentemente, pois sabemos que, por motivos diversos, com muitos a possibilidade de dar errado é maior que a de dar certo. Além disso, todos nós possuímos famílias, filhos, netos, amigos, e nossa moral e ética precisa, sempre, ser levada em consideração.

Por outro lado, todos podem cometer erros, tomar atitudes impensadas, inconsequentes, de resultados normalmente desastrados, mas isso não deve impedir novas tentativas, até mesmo de retorno com aquele de quem nos separamos.

Tentar um reatamento quando o passado já foi muito bom, aumenta exponencialmente a chance de um futuro maravilhoso.
João Bosco Leal    www.joaoboscoleal.com.br
* Jornalista e empresário

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Você abusou - Por João Bosco Leal (*)

de:
 João Bosco Leal <artigos@joaoboscoleal.com.br> por  w-c-2.datatop.com.br 
para:
 nogueirablog@gmail.com
data:
 17 de maio de 2013 01:00
assunto:
 May Newsletter
enviado por:
 w-c-2.datatop.com.br
:
 Importante principalmente por causa das pessoas na conversa.
Imagens recebidas deste remetente são sempre exibidas Não exibir de agora em diante.


Senhor Editor,

Eis um novo texto, Você abusou, para  publicação.

Obrigado

João Bosco Leal




17 de maio de 2013 

DeclaraçãoA dupla Antônio Carlos e Jocafi, totalmente desconhecida pela juventude atual, mas muito famosa quando eu era jovem, fez muito sucesso com uma música cujo refrão era: “Você abusou, tirou partido de mim, abusou”.

“Mas não faz mal, é tão normal ter desamor, é tão cafona, é sofredor, que eu já nem sei se é meninice ou cafonice o meu amor”, dizia a letra.

Hoje observo como essa letra está atualíssima, pois, realmente, na sociedade em que vivemos, parece ser cafona e sofredor amar alguém. O normal é ter desamor, não se apegar a nada ou ninguém.

Falar de amor, declarar-se apaixonado então, parece ser algo inimaginável atualmente, em virtude de “Se o quadradismo dos meus versos vai de encontro aos intelectos, que não usam o coração como expressão”. 

“Você abusou, tirou partido de mim, abusou”, parece ser o único sentimento possível de ser recebido pelos que, como eu, ainda pensa sobre e procura um amor verdadeiro, como o daqueles tempos, quando se buscava uma companheira para conosco permanecer até o apagar das luzes.

“E me perdoe se eu insisto nesse tema, mas não sei fazer poema ou canção que fale de outra coisa que não seja o amor”, continua a letra, exatamente como eu diria àquelas que, atualmente, desprezam um verdadeiro amor.

Outro dia, em uma rede social, li que atualmente, “Os homens querem casar e as mulheres querem transar”, ou seja, está ocorrendo uma inversão enorme de valores entre os da minha geração e os da atual.

Mesmo que não seja para literalmente “transar”, parece que as mulheres – apesar de reclamarem do inverso -, estão mesmo é procurando sair, dançar e beber sem nenhum compromisso, sem se apegar a alguém.

Dão mais importância às saídas com suas amigas, colegas ou parentes do que com um pretendente a ser seu amor. Não pensam em seu futuro. E esse, penso, será o maior problema das que assim agem.

O tempo da diversão também pode ser curtido com um parceiro, e não exclusivamente com pessoas com quem não possua nenhum relacionamento amoroso. Esse tempo passará, elas se cansarão, procurarão um ambiente mais caseiro e aí, certamente você estará só. Seus filhos e netos estarão levando a própria vida e as atuais “amigas” já não estarão mais interessadas em noitadas, danças ou bebidas.

São fases da vida daqueles que não pensam em seu futuro e não poderão ser revertidas quando, já com mais idade, os interesses serão outros, mas não terá com quem viver maravilhosamente tão bem, como os que escolheram estar ao lado de alguém com quem construíram uma história, têm o que conversar e do que se lembrar.

Entretanto, a grande maioria não pensa assim e continua dançando e bebendo cada dia com um, sem pensar no amanhã e muitas vezes até zombando da minoria, que pensa diferente. Mesmo que de mim tirem partido, prefiro fazer parte desse pequeno grupo, dos eternos apaixonados.

E deixar que “o quadradismo dos meus versos vá de encontro aos intelectos, que não usam o coração como expressão”.

(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.

MATÉRIA ENVIADA PELO AUTOR, PARA PUBLICAÇÃO, SOB SUA EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE – VEJA-A NO SEU SITE, CLICANDO NESTE LINK:


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ausência - Por João Bosco Leal



de: João Bosco Leal <artigos@joaoboscoleal.com.br> por  w-c-2.datatop.com.br para: nogueirablog@gmail.com
data: 3 de maio de 2013 01:00assunto: Ausênciaenviado por: w-c-2.datatop.com.br
: Importante principalmente por causa das pessoas na conversa.
Imagens recebidas deste remetente são sempre exibidas 


Senhor Editor,
eis um novo texto, Ausência, para publicação

Obrigado

João Bosco Leal
 
Ausência

François La Rochefoucauld resumiu em uma única frase: “A ausência apaga as pequenas paixões e fortalece as grandes” o que, como a grande maioria, passei a vida sem enxergar, apesar de já praticamente um sexagenário.
As diversas e pequenas paixões vividas são praticamente esquecidas quando, depois de encerradas, aqueles que as viveram se afastam, deixam de se ver, se comunicar ou o fazem com pouca frequência.

Entretanto, quando se vive uma grande paixão, a distância física e temporária parece que só a faz tornar-se maior. É a falta que sentimos daquela pessoa que nos faz pensar, lembrar e manter acesa sua chama.

Isso pode ser facilmente constatado entre os apaixonados durante o afastamento provocado por uma simples viagem ou após o fim do relacionamento ou em outro tipo de relacionamento onde o que ocorre não é exatamente a paixão, mas uma grande afinidade ou mesmo o amor, como entre amigos e parentes.

Pessoas que passaram por perdas de vidas em qualquer uma dessas áreas sabem perfeitamente como, apesar de transcorrido o tempo, a ausência só provoca o aumento do sentimento que se tinha por alguém.

A ausência das pessoas que já não vivem e jamais retornarão, de um modo ou de outro terão que ser suportadas por quem a sente, mas a ausência de uma paixão ou amor que só está distante fisicamente pode e deve ser resolvida, extinta.

São raras as pessoas que durante a vida têm a oportunidade de viver uma grande paixão e mais raro ainda, um verdadeiro amor, mas apesar disso ainda vemos pessoas que, tendo essa felicidade, a desperdiça, perde momentos valiosíssimos ao lado daquele que ama.

Quando por algum motivo ocorre um afastamento entre um casal que se ama, há os que deixam de reatar o relacionamento por orgulho, opinião de terceiros ou medo de se machucar novamente, mas não há paixões, amores ou mesmo vidas sem riscos, assim como também não haverá produção sem o plantio, sucesso sem trabalho, gravidez sem fecundação ou rosas sem espinhos.

Não podemos deixar de viver por medos, seja de sentirmos dores, acidentes ou perdas de pessoas queridas.

É necessário aceitar, perdoar e esquecer muita coisa, procurar remediar faltas e nos corrigirmos ao invés de só nos desculparmos, mas jamais devemos abandonar uma grande paixão e menos ainda um grande amor, que talvez seja o único de nossa vida.

Ao sentirmos paixão ou amor por alguém, não devemos permitir sua distância física por longos períodos. Se ela não pode se manter próxima, nós é que devemos buscar essa aproximação, mudando de trabalho, cidade ou até de país, rompendo, dessa maneira, qualquer barreira que esteja impedindo viver esse sentimento.

As dores do passado são do passado e nunca cicatrizarão se não dermos os principais passos em direção à sua cura: o perdão e o esquecimento. Precisamos perdoar as faltas, erros e ofensas dos que estão ao nosso lado, vivos, e que conosco podem e querem viver, pois não poderemos fazê-lo após sua partida.

A felicidade só será alcançada por quem vive a vida e não simplesmente passa por ela.

João Bosco Leal     www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista e empresário

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Ontem, hoje e amanhã - Por João Bosco Leal


João Bosco Leal <artigos@joaoboscoleal.com.br> por w-c-2.datatop.com.br
para:
nogueirablog@gmail.com
data:
26 de abril de 2013 01:00
assunto:
Ontem, hoje e amanhã
enviado por:
w-c-2.datatop.com.br
:
Importante principalmente por causa das pessoas na conversa.
Imagens recebidas deste remetente são sempre exibidas Não exibir de agora em diante.



Senhor Editor,

eis um novo texto para  publicação.
Obrigado

João Bosco Leal
Ontem, hoje e amanhã.

Tenho pensado e conversado bastante com amigos sobre como já fui, como sou, e como seriam minhas reações em situações análogas às que me ocorrem atualmente.

É bastante interessante desenvolver esse raciocínio, pois através dele podemos perceber o quanto, com a idade, mudamos, alteramos nossos pontos de vista, crescemos, amadurecemos.

Por outro lado, em alguns aspectos nos tornamos mais jovens, ou até mesmo infantis, com menos preocupações, dando menos importância a muita coisa que antes nos eram caras.

Nossas atitudes em relação a filhos e netos são tão distintas do passado, que até os filhos estranham, pois exigimos bem menos e sorrimos bem mais.

Passamos a não ter interesse algum em ser o que não somos para agradar quem quer que seja e, sobre qualquer assunto, não aceitamos mais as fórmulas prontas.

Normalmente corremos mais riscos do que no passado e nos divertimos com isso. Queremos viver intensamente e não simplesmente passar pela vida.

Em algumas ocasiões e ambientes, as bebidas, mesmo para aqueles que sequer bebem, são absorvidas com menos preocupações com o quanto subirá.

As novas experiências sejam elas comerciais, sentimentais, ou sexuais, são exercidas com muito menos cuidados, temores ou pudores. Muitas ideias deixam de parecer insanas e algumas até procuramos concretizar.

Não queremos mais ser iguais ou parecidos com alguém, mas simplesmente viver a nossa vida como achamos que deve ser vivida.

Nos relacionamentos, ainda que pouco duradouros, gostamos de sentimentos mais fortes, intensos. Deixamos o coração bater mais forte e comandar nossas atitudes. Não nos apaixonamos pela metade. Os apetites são mais vorazes, a imaginação bem mais fértil e os prazeres bem mais intensos.

Muitas coisas que antes pensávamos ser importantes, hoje pouco significam. O que os outros pensam a seu respeito é uma delas. Isso passa a ter pouca valia. Atitudes diferentes de cada um muitas vezes levam outros a se comportarem da mesma maneira, o que leva a mudanças sociais.

Reações adversas às que esperávamos de certas pessoas deixam de nos machucar tanto e passam a ser encaradas com maior normalidade, pois entendemos agora, que cada um é o que é e não o que esperávamos que fosse.

O comportamento em relação a milhares de atividades diárias é totalmente diferente do que seria duas ou três décadas atrás, pois não existe mais a preocupação de acertar sempre.

Adequações aos novos tempos, novas realidades, novos conceitos ou preconceitos acabam ocorrendo, algumas até sem que percebamos.

Mesmo os valores morais da sociedade - muito sólidos em minha educação e na de meus filhos -, em alguns aspectos e no decorrer do tempo vão sendo flexibilizados, tanto que as próprias leis do país são alteradas, de modo a dar cobertura a coisas que em décadas atrás seriam impensáveis, como os casamentos homo afetivos.

As pessoas mudam, crescem, melhoram ou pioram, mas jamais serão as mesmas.

João Bosco Leal www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista e empresário.