sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Os divertidos sinais do tempo - Por João Bosco Leal


17 de fevereiro de 2012

Por (*) João Bosco Leal

Como já estou perto de adquirir uma nova maioridade, agora após minha idade ter adquirido a terminação “enta”, normalmente me surpreendo em busca de meus óculos de leitura, aqueles “para perto”, que já não é encontrado em decorrência de uma simples alteração do local tradicional de colocação, sobre um móvel.


Como já não consigo ler ou enxergar os detalhes de praticamente mais nada sem eles, muitas vezes me irritava com esses sinais da idade. Durante uma leitura realizada recentemente, fui novamente levado a pensar sobre a sabedoria da natureza. O texto falava sobre o significado simbólico dessas alterações, que seria a natureza dizendo para darmos menos atenção às pequenas coisas e desenvolvermos uma visão mais global, enxergarmos a floresta e não a árvore.


Ao tentar procurá-los, percebo que o simples ato de me levantar e sair andando já não é mais possível, pois nesse momento surgem as incômodas dores de um corpo já enferrujado, que para cada mudança de posição necessita de um tempo, um alongamento, para depois ser iniciada a caminhada.


Estes sinais aparecem juntamente com as mudanças de nossos comportamentos, quando passamos a não realizar mais nada com a pressa que tínhamos na juventude, pois percebemos ser até irracional a mudança de velocidade de nosso veículo de 100 para 140 quilômetros por hora e questionamos qual a importância de chegarmos ao destino em um tempo quarenta por cento menor do que seria executado na velocidade anterior, que valha a pena o aumento tão significativo dos riscos.


Domingo passado acordei tranquilamente, sem nenhuma pressa, pois como dizem é o dia da preguiça. Tomei meu banho, o café e já havia passado das oito horas quando sai em busca de jornais. É o dia em que, na cidade onde resido, ocorre a distribuição gratuita de vários jornais, entregues na principal avenida, esquina com a mais tradicional rua do comércio e para lá me dirigi.


Interessante que, chegando ao local, não havia as comuns filas dos carros para receber os jornais e sequer os entregadores dos mesmos. O que teria acontecido? Como ocorrera uma mudança e das ilhas centrais da avenida foram retiradas as vagas de estacionamento – onde estacionavam os veículos que serviam de depósito dos jornais a serem distribuídos-, pensei na possibilidade de haverem mudado de local e virei à direita, na rua do comércio.


Estranhamente notei a rua muito movimentada para um dia de domingo, com muitos veículos nas várias pistas e muita gente andando pelas calçadas. Transitando lentamente, percebi que todas as lojas estavam abertas e comecei a me questionar se estávamos na véspera de algum feriado que explicasse aquilo. Não me recordei de nada e, chegando à próxima esquina, sem nenhum sinal dos jornais sendo distribuídos, o sinal fechou.


Com o veículo parado olhava curioso para todos os lados e não estava entendendo aquele comércio tão movimentado num domingo. Seria véspera de algum feriado, ou já era segunda feira e eu me enganara? Será que dormi tanto assim que nem sequer vi passar o domingo? O que estava ocorrendo?


Percebendo ao lado um casal com os vidros do carro abertos, perguntei: hoje não é domingo? O senhor respondeu que não e eu então, para confirmação de minhas suspeitas perguntei novamente: é segunda feira? Parecendo incrédulo, ele olhou para a senhora que o acompanhava e respondeu: é sábado, como que perguntando se eu estava vindo de outro planeta ou algo assim, não sabendo quando nem onde havia caído.


Pensei, é…, todos os sinais da idade mais avançada realmente já haviam aparecido. Mas depois até me diverti com o ocorrido, pois quem é que já não ficou assim, um pouco perdido?


Aquele que não se envergonha de seu passado, e se orgulha das sementes plantadas, aceita de bom humor as mudanças físicas e mentais que ocorrem com o tempo.


(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.


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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

AGRADECIMENTOS

Por *João Bosco Leal

Em uma rede social reli uma frase bastante antiga: “Não se conhece o valor de uma árvore por sua aparência, mas pelos frutos que ela dá.”


Atualmente, é muito comum vermos pais assustados com os mais diversos comportamentos de seus filhos, principalmente nos que já passaram da idade de sair de casa, de alçar vôo solo, se auto-sustentar, mas lá permanecem e acham-se no direito de aí dormirem com seus atuais “ficantes”, sem pensar nas consequências que isso provoca na mente dos pais que, mesmo tendo evoluido, tentando achar tudo muito normal, não foram assim educados e ficam sim, horrorizados, por não saberem onde isso vai dar. Por mais que alguns tentem e até mesmo digam que isso é uma bobagem, que não se importam, que há coisas mais importantes, os que realmente amam seus filhos e temem por seu futuro, certamente não pensam assim.


Pensam nos problemas de uma gravidez consumada com alguém que mal se conhece, nas DST, no uso excessivo de bebidas alcoólicas, na possibilidade do uso de drogas, no fato de demorarem cada vez mais para buscarem seu primeiro emprego e todas as milhares de preocupações diárias, hoje muito maiores do que nas gerações passadas, principalmente pelas mudanças sociais ocorridas pós década de sessenta, do Rock’n Roll e da liberação sexual, que continua ocorrendo com intensidade -e precocidade- cada vez maior. Apesar da maioria desses pais terem vivido exatamente nessa época, os que fizeram parte dos mais radicais, dos Hippies e da geração Paz e Amor como dizíamos, eram uma minoria e os que se iniciaram no uso de drogas, menos ainda.

Há muitos anos não me reunia com filhos e netos em um ambiente diferente do habitat de cada um como fiz nesta passagem de ano. Por sugestão de minha filha, nos reunimos em um hotel no litoral paulista para passarmos juntos o fim de ano em uma praia onde já havíamos estado juntos há exatamente dezoito anos, quando eles ainda eram adolescentes.


Acordar, passar o dia e dormir próximo dos filhos, genro, nora e netos é – para quem reside a mais de 1.000 quilômetros de distância de cada um – uma experiência inesquecível para todos. A carinha das crianças com a preguiça da manhã, o desjejum, a escolha dos programas do dia, a praia, as conversas amenas e sem nenhuma profundidade, são acontecimentos raros no dia a dia das pessoas.


Mas o que mais me trouxe alegrias foi a certeza de que, próximo dos sessenta, já posso me sentir realizado com relação aos filhos, genro, nora e netos que tenho. Penso não ser fácil, com o aumento da família, só visualizar coisas boas em todos os seus descendentes, mas é o que vejo em relação aos meus. Claro que, como em todas as famíllias as pessoas podem pensar, planejar, se vestir, ter ambições e se comportar um pouco diferente umas das outras, mas a existência de algumas características me fazem sentir muitíssimo abençoado, e feliz, com o que vejo em meus frutos.


Caráter, educação, honestidade, humildade, trabalho e respeito ao próximo, não são predicados fáceis de ser encontradas em uma única pessoa e o que me alegra mais é exatamente encontrar tudo isso, tanto nos filhos quanto no genro, na nora e no reconhecimento de que, por mais exigente que seus pais tenham sido em sua educação, isso produziu um resultado hoje aprovado por eles próprios, pois pode ser notado na maneira como educam seus filhos e isso certamente fará com que, no futuro, possam sentir o mesmo que sinto agora – orgulho de minha família.


Só quando os filhos já possuem seus próprios filhos podemos observar, mais detalhadamente, o resultado da educação que demos durante décadas e que agora também é transmitida aos seus. Muito mais do que possa aparentar, o que realmente importa é o que a pessoa é e o que transmite para seus descendentes, tanto geneticamente quanto em sua moldagem educacional.


Como o tronco de uma árvore, que olhando seus galhos admira seus frutos – e no chão suas sementes, olho à minha volta e só posso agradecer a Deus pelo quanto fui abençoado.


*João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.


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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A POLÊMICA QUESTÃO INDÍGENA


Por Rodolpho Barreto Pereira


Eu respeito os índios. Assim como respeito os brancos. Assim como respeito os negros. Assim como respeito e procuro respeitar todos. Afinal, somos todos seres humanos não é mesmo? Mas o que me chama atenção na complexa e difícil situação indígena no país, e especialmente no nosso estado, é que não parece haver um projeto de longo prazo, sério e claro que devolva de fato a dignidade e autonomia que os índios perderam com a dominação dos brancos. O foco central das controvérsias é a demarcação de terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas. Ou seja, seus ancestrais teriam sido expulsos de terras hoje ocupadas por ricos fazendeiros. Estas devem ser devolvidas aos descendentes, seus legítimos proprietários. Nada mais justo, não?

Obviamente, o assunto exige um melhor aprofundamento. Mas grosso modo, vamos lá, demarcam-se as terras como prevê a Constituição e fim de conversa. O que quero entender é: O que vem depois disso? O que se pretende? Os índios serão transformados em agricultores? A situação atual de famílias vivendo de cestas básicas doadas pela FUNAI, sem recursos, sem água potável, sem perspectivas, irá mudar pela pura e simples aquisição de mais terras? Tudo bem, os índios sairão das beiras de estradas, onde muitos já morreram atropelados, e terão um espaço maior para viver. Mas e aí? Há um programa para especializar os índios em agricultura de maneira que eles subsistam dessa atividade econômica?

Ah, isso é papo de branco, muitos dirão! O índio não é assim, ele tem uma relação diferente com a terra. Ele vive em harmonia com a natureza. Não é uma relação econômica. A natureza provê tudo o que ele precisa para viver. Natureza? Que natureza? Infelizmente, não há mais natureza nestas terras pleiteadas pelos indígenas. Não há mais floresta nativa, não é mais possível caçar o alimento com arco e flecha. Hoje o que há nessas terras é somente uma grande área destinada a alguma atividade agropecuária. A natureza, a floresta, os animais, as árvores, tudo se foi. E o pouco que há é preciso preservar, sem dúvida.

O que quero dizer é que não é mais possível voltar ao "status quo" do indígena primitivo. Não se trata de civilizar o índio. A transformação de seus hábitos já se operou. Muitos deles já falam português, usam computadores, vestem calças jeans, camisetas e tênis da nike. Como todos nós. Os índios querem energia elétrica, moradias, escolas, saúde e segurança. Como todos nós. Percebam, o problema não é só indígena. O problema é muito maior. A questão é de dignidade da pessoa humana. Do índio, do branco, de todo mundo.

Claro que o aspecto cultural do indígena deve ser levado em conta. Como de qualquer outro povo. Não discuto isso. E todo povo tem seu valor. Não é porque uma sociedade é mais desenvolvida tecnologicamente que ela é superior. Aliás, em muitos casos se dá o contrário. Mas o fato é que, bem ou mal, as coisas mudaram. Os negros, de maneira semelhante aos índios, também viviam em tribos e ocas quando os tiramos de seu "habitat" para escravizá-los. A tecnologia e o capitalismo estão aí, queira ou não queira.

Antigamente o índio vivia da terra e da natureza. Hoje, infelizmente, ele precisa de dinheiro para sobreviver. Então pergunto novamente: Qual a colocação do índio nesse contexto? Apenas “ser índio”? O simples fato de ser índio provê o sustento dele e de sua família? Superado o problema das terras demarcadas serão eles transformados em agricultores e poderão subsistir e ter autonomia com essa atividade? Ou continuarão dependendo de cestas básicas e morrendo à míngua em assentamentos sem nenhuma infraestrutura? Será que há mesmo um projeto sério para a verdadeira libertação do povo indígena?

Ou será que a coisa é mais ou menos como vemos nas políticas e programas sociais para “homem branco”? Não se estabelecem metas de longo prazo para geração de renda, não se investe em educação e qualificação, as populações carentes permanecem dependentes e o assistencialismo perdura por prazo indeterminado. Resumindo, a boa e velha massa de manobra. Estou enganado?

Fonte: Blog Questionamentos – Clique aqui para conferir


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

As nossas buscas - Por João Bosco Leal

6 de fevereiro de 2012

Por *João Bosco Leal

É muito comum ver o encantamento de crianças por alguma outra do sexo oposto, mesmo quando ainda na mais tenra idade. São as primeiras paixões, normalmente encontradas quando começamos frequentar ambientes com maior aglomeração infantil, como na pré escola. Independentemente de ser um menino ou uma menina, seus olhos brilham ao ver, ou só de falar na outra.


Durante a vida poderemos nos apaixonar muitas vezes e por motivos diversos. Por alguém com um sorriso nos olhos, com cara de sapeca, de quero mais, que nos fará feliz enquanto durar, por alguém que desejamos mas não nos retribuirá ou ainda por quem teremos dificuldades no relacionamento.


Algumas dessas paixões nos marcarão com boas lembranças, ainda que vagas, enquanto outras, poucas, com as quais por algum motivo acabamos nos decepcionando, nos deixarão marcas não muito agradáveis e as outras serão literalmente apagadas de nossas mentes.


Seria melhor se conseguíssemos só nos lembrar das paixões que nos fizeram felizes e esquecer as escolhas que não foram de convivência agradável, que nada nos acrescentaram, pois apesar de sempre nos ensinarem algo, as paixões que nos causaram decepção, dor ou sofrimento, deveriam ser totalmente esquecidas, como se não tivessem existido e continuarmos nos apaixonando, até que uma dessas paixões vire algo mais sério, profundo, calmo e pacífico.


Entretanto, somente aqueles que conseguirem ultrapassar a fase da paixão, conhecendo os limites, qualidades, defeitos e virtudes do parceiro e continuarem tendo o prazer de com ele estar, conversar, planejar, sorrir e chorar juntos, terão encontrado o verdadeiro e tão buscado amor.


Nessa busca teremos algumas dificuldades, alegrias e tristezas, altos e baixos, mas de muito mais fácil superação se entendermos que de nada adianta tentarmos levar adiante paixões que não se transformarão em amor ou amores unilaterais. Tanto as paixões quanto os amores necessitam de reciprocidade para sua sobrevivência, ou morrerão, por maior que sejam. E essa reciprocidade necessita ser na mesma intensidade, ou um dos lados acabará se cansando de mais dar do que receber.


Mesmo os relacionamentos comerciais não sobrevivem se só um dos lados lucra. Quando isso ocorre, o lado que sempre lucra estará destruindo seu próprio futuro, uma vez que seu parceiro comercial não sobreviverá às constantes perdas e sem essa existência, os lucros dele provenientes também cessarão.


As maiores aproximações entre as pessoas, desconhecidas, parentas ou até entre pais e filhos, inicialmente ocorrem por afinidades diversas, mas só continuarão se houver reciprocidade. O mesmo ocorre com os relacionamentos afetivos entre os casais, que para sobreviver depende da reciprocidade na troca de carinhos, amizade e companheirismo entre eles.


É ótimo estar apaixonado por alguém e perceber que esta pessoa também te curte, pensa em você, te espera ansiosa, se preocupa com detalhes para seu bem estar e prazeres, com sua saúde, mas nada disso terá continuidade se você não retribuir na mesma intensidade.


As visões e interpretações diferentes sobre um mesmo fato, discórdias e desentendimentos são comuns em qualquer relacionamento, comercial ou afetivo. Mas nenhuma discordância pode provocar desrespeito e a maturidade deve fazer com que aprendamos a nos desculpar por nossas faltas. Se erramos, provocamos dor ou sofrimentro, é necessário que nos desculpemos e mais, que demonstremos não só com palavras, mas com atitudes, que esses erros não se repetirão.

A mentira, o orgulho e o não dar o braço a torcer precisam ser totalmente inexistentes em um relacionamento desde seu início, ainda no começo da paixão, para que esta se solidifique e possa se transformar em amor. Sem falsidades, teremos chances mais reais de transformarmos uma admiração em paixão e esta em amor. Certamente aí teremos um relacionamento com muito maiores probabilidades de duração.


Não busque somente um corpo ou um rosto, que logo envelhecerão, mas enquanto o amor não chega, apaixone-se quantas vezes puder, pois nada na vida é melhor que estar apaixonado.


*João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O passado e o aprendizado


30 de janeiro de 2012

* Por João Bosco Leal

Constantemente podemos perceber pessoas aflitas, tensas, com algo ocorrido em sua vida. Raramente se lembram que o que já ocorreu não tem mais como ser apagado, já foi. O máximo que podem e devem fazer, é buscar alternativas para solucionar algo que não saiu como esperado e acabou magoando ou prejudicando alguém ou a elas próprias.


É incrível como só com mais experiência e maturidade acabamos percebendo o óbvio, que não devemos nos repreender ou ficarmos tristes com o que ocorreu no passado, se erramos ou erraram conosco, se magoamos ou se fomos magoados, se sofremos ou fizemos sofrer. Nada disso poderá ser alterado, mas se realmente desejarmos, pode ser amenizado, tornar-se menos doloroso para quem quer que seja e servir de exemplo, que poderá impedir novos erros.


Toda experiência vivida, por pior que seja, possui um lado bom, o do aprendizado, infelizmente só aproveitado por aqueles que sempre ouvem e observam, buscando seu crescimento como seres humanos. Analisando o passado, com as experiências alheias é possível perceber atitudes mais ou menos convenientes, que provocaram diferentes resultados, em todas as áreas.


É uma ótima escola, onde podemos aprender muito, sem necessariamente termos que experimentar o que já não deu certo com outros. Entretanto, essa prática constante só é realizada pela minoria, os maduros e humildes, que conseguem, com exemplos passados, errar menos e acertar mais.


Os jovens invariavelmente ridicularizam esse passado, considerando-o uma fonte de informações ultrapassadas, e só com a maturidade perceberão como eles poderiam ter facilitado sua vida, se simplesmente tivessem tido a humildade de, olhando para trás, aprender com o que historicamente ocorreu na humanidade.


A análise histórica nos mostra os bons e os maus exemplos, os erros e acertos cometidos, facilitando nossas escolhas, das ações e atitudes corriqueiras e do caminho a ser seguido com maiores chances de sucesso. Apesar dos novos campos surgidos com as novas tecnologias, a história continua e permanecerá nos ensinando muito, inclusive na área comercial.


Negócios mais ou menos lucrativos já foram exaustivamente tentados, em diferentes países, pontos, climas e para as populações mais variadas, tanto culturalmente como por seu poder aquisitivo, mas ensinamentos óbvios, como o de só procurar vender para quem pode comprar, ainda não foram absorvidos por muitos.


Para nosso crescimento, é necessário, aceitarmos que tudo o que hoje temos e sabemos, devemos a tudo o que as pessoas, há milhões de anos, vem observando, experimentando e testando, nas mais diversas áreas. O que já passou está resolvido, mas se usarmos as experiências vividas como aprendizado, certamente encontraremos lições e exemplos para dúvidas posteriores.


Com a história da humanidade, o passado de outros ou o nosso próprio, aprendemos que amizades, paixões e amores provocam alegrias ou dores, e que quando machucam, não devemos ficar tristes, nos lastimar ou tentar consertar o que já passou, mas procurar não cometer os mesmos erros e continuar tentando, sem nos preocupar com muitos outros que certamente ocorrerão, pois foi com nossas quedas que aprendemos a caminhar.


Os que buscam realizar seus sonhos, tentam, erram, aprendem com os erros e continuam tentando, são os que constroem o mundo.


Aceitar os fatos e ocorrências de nossas vidas como o passado, é o primeiro passo para soluções futuras.


*João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.


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