quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O adolescente e a demagogia nacional



Por Alamar Régis Carvalho

www.alamarregis.com

alamarregis@redevisao.net




Conforme sabemos, também, o nosso país é mestre em dar proteção para bandidos. Agora mesmo, mais uma vez, a imprensa acaba de anunciar que o Fernandinho Beiramar continua gerenciando o seu império de dentro da cadeia, deixou claro que a cadeia não vai lhe corrigir em nada, debocha na cara das autoridades, das leis e da JU$TI$$A, continua movimentando fábulas de dinheiro, continua mandando matar quem ele quer matar... e tudo fica do mesmo jeito.


A comissão de "direitos" humanos continua mais forte do que nunca, na sua atividade de defender SOMENTE bandidos, sempre bandidos, porque nunca está presente em nenhum outro momento onde é caracterizado o desrespeito a um humano que não seja marginal.


Aconteceu em um shopping center, em São Paulo


Esta semana a imprensa noticiou mais uma pérola das autoridades brasileiras, que estabelecem um maior rigor, em relação às palmadas que possam ser dadas nas bundas de "crianças", estabelecendo que não serão toleradas NENHUM TIPO DE PALMADA, em hipótese alguma, e deixando muito claro uma ameaça direta aos pais, aos policiais e a todo aquele que infringir esta determinação orientada pelos "lúcidos" pedagogos brasileiros: Irão para a cadeia!


Eles, os pais, irão, os delinqüentes não.


Pois bem.


No dia seguinte ao anúncio mostrado pela televisão, em um shopping center de São Paulo, dois moleques, na faixa etária entre 15 e 16 anos de idade, mais ou menos, abordam uma moça que trafegava acompanhada dos seus pais: Um mete a mão na sua genitália e o outro apalpa os seus seios.


A menina deu um grito, que chamou a atenção de um segurança que veio rapidamente.


O seu pai, no instinto natural paterno, levantou o braço para dar um sopapo num dos agressores, quando os dois moleques, numa só voz, disseram:


- "Nós somos de menor e o senhor não pode fazer nada! Olhe as câmeras ali (e apontaram para as câmeras do shopping) Perdeu, perdeu. Fique na sua, caladinho, pianinho e a filhinha gostosinha é pra gente meter a mão mesmo. Caladooooooo!!!".


E os moleques começaram a cheirar os dedos, em absoluto deboche.


O homem partiu para cima pra baixar a porrada, quando foi seguro pela esposa e pelo segurança.


A sua esposa lhe disse:


- "Acalme-se. Você não é louco de bater num menino desse, senão quem vai para a cadeia é você. Temos que conviver com isto, esta é a realidade do nosso país. Acalme-se".


O segurança disse:


- "A sua esposa tem razão, não pode fazer nada mesmo".


E assim está o Brasil. Ninguém pode fazer nada mesmo.


Outro dia, na rua Santa Ifigênia, também em São Paulo, um menor passou a mão na bunda de um policial, na frente de todo mundo, e ele não pode fazer nada. Teve que rir, junto com o seu colega de farda, para dar impressão aos outros que estava levando aquilo na esportiva, quando na realidade, coitado, teve que engolir aquela realidade.


O jovem sabe que está totalmente protegido em nosso país, pelo menos em relação a isto, e não tem a menor preocupação. Pode ficar a vontade e fazer o que quiser e bem entender.


Traficantes, sabendo disto, pegam os menores para conduzirem as drogas porque sabem que, se for pegos, no dia seguinte estarão novamente nas ruas, fazendo a mesma coisa. Nada pode acontecer com o "menor", nada mesmo, conforme a legislação reforçada esta semana. Eles podem matar a vontade, sem a menor preocupação.


Onde é que vai parar isto?


A burrice brasileira


Se a legislação fosse mais profunda, mais específica, citando caso a caso, dando um trato diferente às crianças que, de fato, são AGREDIDAS dentro do lar, por pais viciados e violentos, que de fato existem, aí seria outra coisa. Mas já que vivemos num país do resumismo irresponsável, tipo: "seja breve na sua explanação", "os seus textos são muito longos", "faça o relato em apenas 20 linhas", "que o palestrante seja breve nas suas respostas, para que possamos responder ao maior número de perguntas"... é nisto que dá.


Estabelecer lei ÚNICA de proteção ao menor, como se todos os menores, de 1 a 17 anos, tivessem o mesmo tipo de percepção, mesmo nível de conhecimento e mesmo desenvolvimento mental é de uma burrice sem tamanho.


Tratar de um marmanjo de 17 anos, como se ele fosse um menininho de 3 anos de idade que, sem noção do perigo, enfia o dedinho numa tomada elétrica, é insanidade e despreparo dos que se acham pedagogos.


Que pedagogia é essa?


Quando se concebe que um menor, criança, cuja idade não permite saber ainda somar e subtrair, deve ter um tipo de tratamento, tudo bem, mas conceber que um outro menor, que não é criança, que já está preparado para cálculos bem maiores, em idade que permite até estar concluindo o segundo grau, podendo fazer até cálculos trigonométricos, resolver problemas no campo da Física e entender os efeitos das formas químicas, ser considerado como alienado, que não sabe o que está fazendo e que não pode ser responsabilizado pelos seus atos, é também o supra sumo da burrice.


A ironia disto tudo é que, no mesmo país onde reina esse festival de hipocrisia, o mesmo menor, de 16 anos, que não é lúcido para assumir seus crimes, é considerado lúcido para votar, que representa um ato de elevada responsabilidade, que é a escolha dos seus governantes, inclusive Presidente da República e Congresso Nacional, que podem levar um país a uma guerra.


Vejam bem quanta burrice:


Se um jovem está com 17 anos, 11 meses e 29 dias vir a cometer um crime, hoje, ele não será punido porque é menor e não tem capacidade para assumir seus atos. Mas se, amanhã, daqui há apenas um dia, quando ele faz 18, cometer o mesmo crime, aí poderá ser responsabilizado, sim.


Isto quer dizer que no espaço de apenas um dia a sua cabeça já mudou totalmente, como uma varinha de condão que fizesse "plin" e ele passasse a ser responsável de uma hora para outra.


Para ser inteligente, a lei poderia estabelecer, pelo menos, níveis crescentes de responsabilidades.


Até os 9 anos de idade, a criança não poderia ter responsabilidade nenhuma, mas a partir dos 9, haveria uma progressão até os 18 anos, mais ou menos assim:


Aos 9 anos - 10% de consciência e responsabilidade.

Aos 10 anos - 20% de consciência e responsabilidade.

Aos 11 anos - 30% de consciência e responsabilidade.

Aos 12 anos - 40% de consciência e responsabilidade.

Aos 13 anos - 50% de consciência e responsabilidade.

Aos 14 anos - 60% de consciência e responsabilidade.

Aos 15 anos - 70% de consciência e responsabilidade.

Aos 16 anos - 80% de consciência e responsabilidade.

Aos 17 anos - 90% de consciência e responsabilidade.

Aos 18 anos - 100% de consciência e responsabilidade total.


Os castigos e as penas seriam aplicadas dentro de uma progressão de rigor conforme este demonstrativo.


O que não pode é ficar como está, sem punição nenhuma, porque é um absurdo.


A palmada e a barbárie


Dentro do que coloquei no início do artigo, a hipocrisia de algumas pessoas é algo que chega até a dar nojo, posto o nível de apelação promovida pelas máscaras sociais.


Sempre que alguém aborda um tema deste, aparecem aqueles, com aqueles papos de bonzinhos de araque:


- "Você está querendo que voltemos à barbárie?"


- "Você está defendendo a idéia de que os pais voltem a espancar os seus filhos?"


- "Você tem idéia do que significa um pai bater com um pau na cabeça do seu filho? Tem idéia das seqüelas que podem deixar?"


- "Você não conhece as estatísticas dos traumas que muitas pessoas trazem, por ter passado toda a infância sofrendo surras horrendas?"


Numa hora desta, sinceramente, pra onde é que dá vontade de mandar uma pessoa que reage assim?


No mínimo temos que reagir a altura e perguntar:


- "Ô idiota, quem é que está falando em barbárie aqui? quem está falando em espancamento e em bater com pau na cabeça de criança? Só mesmo um imbecil, sem a mínima noção de cálculo, para dimensionar uma palmada na bunda com uma paulada com uma tranca de porta na cabeça de alguém."


Mas, já que numa hora desta o radical e demagogo não deixa por menos, vai começar a contra argumentar:


- "Mas tudo começa com a palmadinha, depois vai aumentando e daqui ha pouco os pais estão tirando sangue dos filhos, como muito acontece".


De fato acontece, só que nesses casos, APENAS NESSES CASOS, quem deve entrar na porrada são os pais violentos, porque ninguém pode vincular educação a violência. Os limites devem ser estabelecidos e respeitados sempre, mas cada caso deve ser tratado com o seu peso.


Achar que todo pai que dá uma palmadinha na bunda de um filho necessariamente é um bárbaro, um covarde e um agressor é de uma burrice sem tamanho.


Deus fez bunda daquele jeito, pra quê?


Sentar em privadas, tomar benzetacil e pegar umas boas palmadas, quando se fazem necessárias.


Por acaso, alguém se traumatiza e fica morrendo de ódio do médico que prescreve a benzetacil e da enfermeira que a aplica, só porque dói?


Dói muito mais que uma palmada em qualquer bunda.


As pessoas precisam para com essa palhaçada... a praga da bondade de araque... em achar que toda coisa que dói necessariamente é maléfica para nós.


Tenho certeza absoluta de que a maioria dos meus milhares de leitores, 80% constituído por pessoas acima dos 35 anos de idade, já pegaram palmadas dos seus pais, nas bundas, já foram colocados de castigo e não são revoltados com eles, por causa disto. Eu mesmo, que não peguei apenas palmadas, mas apanhei até de penico, conforme já disse em palestras, nunca fui revoltado, nunca fiquei bêbado porque nunca foi adepto de bebidas alcoólicas, nunca cheirei porcaria nenhuma, nunca mandei meus pais tomar em lugar nenhum, não fiquei com mente atrofiada, pois pude aprender matemática, física e um monte de coisas... Uai, por que qualquer coisinha hoje traumatiza?


O que é preciso é que este país pare com muitas frescuras e dê um fim em certas palhaçadas, que subestimam as inteligências dos cidadãos de bem.


A Psicologia é uma das mais belas ciências que existe, eu, particularmente sou apaixonado por ela e adoro estudá-la, todavia, recomendo a muitos pais para terem muito cuidado na hora de escolher um Psicólogo, para orientar sobre o comportamento em relação ao seu filho. Muitos são despreparados, agem como políticos, fazendo jogo de cena para serem "agradáveis" e bem "bonzinhos" aos pais e aos filhos, a fim de segurar, COMERCIALMENTE, o paciente, ou melhor, o cliente.


O grande e competente Psicólogo, ao contrário, não entra nesse jogo e quando tem que dizer para os pais: "vocês estão fazendo merda, em relação ao filho" ele diz mesmo, sem a menor preocupação se vão se sentir ofendidos ou não. Quando tem que dizer para o adolescente: "Você tem que mudar, você está fazendo muita merda, você está sendo burro, agredindo a você mesmo, e precisamos trabalhar isto, para você não se dar mal", ele diz mesmo, porque se garante profissionalmente e tem certeza de que, se aquele paciente não continuar o trabalho, tem centenas de outros que não querem se deixar enganar.


A política brasileira não age como o Psicólogo responsável e coerente, porque, por ser política, tem que agir dentro do "politicamente correto", pela estratégia do ter que ser boazinha, agradável e simpática aos olhos da ignorância e da estupidez popular.


Até quando vai isto?


Qual o futuro de um país que age assim?


Fica aí para análise.


Matéria de responsabilidade do autor, enviada por e.mail

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Coragens e ousadias

5 de dezembro de 2011

Por João Bosco Leal

A insegurança vivida atualmente por todos está tornando as pessoas cada vez mais isoladas, com suas residências cercadas por enormes muros, cercas elétricas, câmaras filmando o lado externo, os porteiros dos prédios trabalhando em cabines fechadas com vidros blindados e só se comunicando através de microfones.


As novas tecnologias de comunicação, a internet e as chamadas redes sociais estão facilitando exponencialmente esse isolamento, fazendo as pessoas se distanciarem do mundo real e se aproximarem do virtual.


Como observador leigo em ciências do comportamento humano, vejo lados negativos, mas também positivos nessa nova sociedade que aí está.


As brincadeiras que conhecemos em nossa infância, com os amigos da vizinhança ou da escola, jogando bola no meio da rua hoje são impraticáveis e quando muito as crianças, acompanhadas, brincam no playground dos prédios com os únicos moradores da sua faixa etária.


Por outro lado, esse maior tempo em casa com a internet ao nosso alcance, abre um horizonte de possibilidades antes inimaginável e atualmente ainda imensurável.


Todo tipo de serviço está à disposição no teclado do computador, desde a solicitação da entrega de pratos feitos, compras de tudo o que se puder imaginar, controles bancários, pagamentos de contas, bibliotecas com milhões de títulos, músicas e filmes para todos os gostos e faixas etárias.


Podemos obter informações detalhadas e até realizar viagens virtuais por países ou locais específicos, onde não poderíamos estar fisicamente e aprender sobre as diferentes culturas existentes, nossas origens e histórias.


A possibilidade do conhecimento, ainda que virtual, de novas pessoas, dos mais variados países, culturas, nível educacional e social, liberou milhares de pessoas – principalmente as mulheres – de suas inibições, curiosidades, fantasias e desejos.


Através da internet podem se comunicar livremente, protegidas pela segurança de seu próprio lar e sem qualquer tipo de barreira, gerando maiores liberdades e coragem para expressar o que pensam e sentem.


Como crianças inocentes e curiosas, nela podem dizer e perguntar tudo, sobre os mais variados assuntos, sorrir e chorar, errar e acertar, experimentar ou recusar sem culpas ou necessidade de se explicar, justificar.


Durante os últimos cinquenta anos as mulheres do mundo todo vêm lutando por igualdades com os homens nos mais diversos setores da estrutura social. Seu sucesso é amplamente observado em vários países, muitos até governados por elas, mas em outros, sua submissão continua de modo até criminoso.


Normalmente criadas bem mais reprimidas que os homens, as mulheres encontram na internet o ambiente ideal para se liberarem de suas amarras culturais, educacionais e o que sempre buscaram: igualdade total, onde podem declarar interesse por algo ou alguém, sentir emoções, tentações e prazeres.


Vivendo essa liberdade plena as pessoas certamente transportarão para muitos momentos de sua vida real essa nova maneira de se relacionar, possibilitando a existência de um mundo muito melhor, mais aberto, franco, menos hipócrita e falso.


O que realmente interessa para todos, homens e mulheres, é estar em paz consigo mesmo e ter a coragem de buscar seus objetivos emocionais, culturais, físicos ou financeiros.


MATÉRIA ENVIADA PELO AUTOR, PARA PUBLICAÇÃO, SOB SUA RESPONSABILIDADE – VEJA-A NO SEU SITE, CLICANDO AQUI.

A coragem e a ousadia são as características mais importantes para nos distinguir das bilhões de pessoas existentes.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

INSS - UMA ILUSÃO - VEJAM "A SAGA DE UM SETENTÃO APOSENTADO"

deMOVIMENTO BRASIL DIGNIDADE . brasildignidade@gmail.com
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data2 de dezembro de 2011 07:18
assuntoA SAGA DE UM SETENTÃO APOSENTADO - Brasil Dignidade 30/11/11
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Brasil Dignidade


A SAGA DE UM SETENTÃO APOSENTADO


“Ser idoso é um privilégio dado por Deus. Eu gosto de ser velho!”

Odoaldo Vasconcelos Passos



Hoje, 30 de novembro de 2011, estou completando setenta anos. Uma idade inimaginável para quem, quando criança, ouvia falar que o mundo acabaria no ano 2000. Em 1941, precisamente às 15h00min, na cidade de Uruçuca-Ba, desembarquei do conforto da nave útero da minha querida e saudosa mãe, para encarar uma situação completamente desconhecida.


Infância pobre e pelas dificuldades, aos doze anos de idade, passei a estudar à noite, para trabalhar durante o dia. Ali, estava iniciada uma trajetória de lutas pela sobrevivência.


Cresci, troquei de emprego algumas vezes, sempre para melhor. Nesse período, parei de estudar no primeiro ano do curso científico. Em 1962, entrei para o Serviço Público Federal, onde, modéstia à parte fiz uma brilhante carreira. Casei-me com uma super mulher e sou pai de três filhas, uma delas me deu duas netas, todas maravilhosas.


Trabalhando, voltei a estudar à noite, fiz vestibular para o curso de Economia, e, em 1977, fui diplomado. Nesse mesmo ano, transferi-me para Belém, capital do Estado do Pará, para, juntamente com outros colegas da região cacaueira da Bahia e os paraenses, ajudar na consolidação da implantação da lavoura de cacau na Amazônia, mais precisamente nos Estados do Pará, Rondônia, Amazonas, Acre, Maranhão, Mato Grosso e Goiás.


Em 1988, por uma atitude precipitada, muito estressado e após 27 anos de serviço público federal, solicitei demissão incentivada promovida pelo incompetente governo Sarney. Daí em diante, começou a minha luta inglória.


Em 1989, me aposentei pela Previdência Social. Por ter contribuído para 20 salários mínimos, esperava uma aposentadoria que viesse a ser compatível com a minha contribuição pelo teto máximo. Ledo engano! A Constituinte de 1988 reduziu o teto para 10 salários mínimos, e com muitos artigos para regulamentar. Fiquei no “buraco negro” e a minha tão sonhada justa aposentadoria, se resumiu em apenas 3,4 salários mínimos.


Foi um desastre de proporções insuportáveis! O mundo todo caiu sobre a minha cabeça. Lutei, apelei e somente após um ano de marchas e contra marchas, consertaram o erro e eu passei a receber o equivalente a 8,8 salários mínimos. Daí em diante, foi só redução do benefício, pois todo ano, motivado pelos constantes Projetos, Decretos e atos irresponsáveis, desumanos e desrespeitosos por parte do governo e do Congresso Nacional, hoje, eu amargo um benefício equivalente a 4,75 salários mínimos. A continuar desta forma, se eu tiver a “desventura” de continuar teimando em viver, deverei encerrar a minha gloriosa vida, recebendo apenas um salário mínimo, conforme é o objetivo do governo.


Por necessidade de melhorar a renda, voltei ao mercado de trabalho por alguns anos.


Durante os meus setenta anos de idade, atravessei muitas tormentas nesta saga de criança pobre, de funcionário público federal e de aposentado da Previdência Social.

No transcurso desta minha longa vida, eu:


- Vi entrar governo e sair governo, coadjuvados por um Congresso Nacional conivente e subserviente, criarem leis que só prejudicam os trabalhadores que, com dificuldades, contribuíram compulsoriamente durante 35 anos ou mais para a Previdência Social, esperando um final de vida compatível com o nível de suas contribuições. Infelizmente, a intenção desses “representantes” do povo, é só o benefício próprio, a corrupção e as mordomias. Para eles, os interesses do povo é coisa de somenos importância!


- Vi o Congresso Nacional, fingindo que votava Projetos em favor dos aposentados, pensionistas, trabalhadores e contribuintes autônomos, sabendo que o governo iria vetá-los. Ao ver deles, o seu papel estava cumprido. Grandes enganadores!


- Vi comunistas querendo implantar o regime de Cuba no país e serem repelidos pelas FFAA.


- Estou vendo os comunistas que foram repelidos à época, hoje no poder, negando tudo aquilo que prometiam tal como: ética, honestidade e seriedade com a coisa pública.


-Vi candidatos em campanhas prometerem tudo e quando se elegem, agem diferente, principalmente para prejudicar os aposentados, pensionistas, trabalhadores, contribuintes autônomos e o povo em geral.


- Vi a corrupção campear no governo, principalmente, naquele que mais brandiu contra esse tipo nefasto de governar, prometendo ética no governo.


- Vi segundo dados da FIESP, nos últimos dez anos, a corrupção desviar dos cofres públicos a inimaginável soma de R$720 bilhões. Só não vi ninguém devolver o produto do roubo.


- Vi Mensalão, dólar na cueca, Ministros de Estado caindo um atrás do outro por corrupção desenfreada.


- Vi a Suprema Corte do País, abdicar do direito de ser a guardiã da Constituição e servir aos interesses do governo naquilo que lhe interessa, em detrimento da Justiça e da vontade do povo.


- Vi O Senado Federal votar por unanimidade os Projetos Legislativos 01/07, 3299/08 e 4434/08, que devolverão o que o governo roubou da classe de aposentados e pensionistas, e vi também, os Presidentes da Câmara de Deputados, atual e passado, submissos ao governo, engavetarem tais Projetos e não colocá-los até hoje, na pauta para votação em plenário.


- Vi o governo do sociólogo FHC, criar o maldito Fator Previdenciário que, durante quinze anos, vem prejudicando terrivelmente os trabalhadores, os contribuintes autônomos e os aposentados e pensionistas.


- Vi o Congresso Nacional votar a derrubada do maldito Fator Previdenciário, e o Presidente da República, Lula da Silva, pertencente ao Partido dos Trabalhadores, vetá-lo, mantendo-o para continuar prejudicando os trabalhadores aposentáveis e os aposentados e pensionistas. Devo lembrar que, quando na oposição, o PT e principalmente o senhor Lula da Silva, foram terminantemente contrários ao dito fator, todos votando contra.


- Vi a classe de aposentados, pensionistas, trabalhadores e contribuintes autônomos, sendo torturada pelo governo, que lhes nega direitos inalienáveis de terem uma aposentadoria digna, de acordo com o nível de suas contribuições.


- Vi os Presidentes da República pertencentes ao Partido dos Trabalhadores vetarem reajustes nos benefícios dos aposentados e pensionistas, negando-lhes o direito de terem os mesmos índices concedidos ao salário mínimo.


- Vi atitudes desses governos que, contrariamente ao que ocorre no resto do mundo, insistem em manter dois níveis de reajustes para uma mesma classe de beneficiários.


- Vi o Congresso Nacional votar e o governo sancionar a Lei 10.741, de 01.10.2003 - Estatuto do Idoso, e esse mesmo governo que a sancionou, desrespeitá-lo.


- Vi o governo ITAMAR FRANCO entregar ao governo FHC, uma dívida interna de R$60 bilhões de reais; FHC entregar ao governo LULA DA SILVA a dívida de R$645 bilhões de reais, e o governo LULA DA SILVA, entregar para o governo DILMA ROUSSEFF, a incrível dívida de R$2,388 trilhões de reais. FHC (1995/2002): Pagou de juros e encargos R$278,9 bilhões; de amortização R$910,6 bilhões; refinanciamento R$1,533 trilhão. LULA DA SILVA (2003/2010): Juros e encargos R$873,8 bilhões; amortização R$ 910,6 bilhões; refinanciamento R$3,019 trilhões. DILMA ROUSSEFF: 1º a 24/11/2011: Juros e encargos R$121,7 bilhões; amortização R$532,9 bilhões. TOTAL PAGO PELO TRIO: R$7,537,7 trilhões. Só não vi onde aplicaram toda essa montanha de dinheiro emprestada pelos Bancos. Qual foi a grande obra realizada nestes governos que justifique tamanho absurdo? Vejo as gerações presente e futura, totalmente comprometidas pela irresponsabilidade desses ditos governantes. Só uma auditoria da dívida pode esclarecer tamanho descalabro.


- Vi os governos sucatearem a Saúde; a Educação; a Segurança; o Sistema de Transporte; as Rodovias; vi tentar desmerecer a Previdência Social, alegando um déficit que não existe no Regime Geral da Previdência Social/Urb