sexta-feira, 29 de junho de 2012

A história e a capacidade humana - Por (*) João Bosco Leal


29 de junho de 2012 

Só depois de muitas experiências vividas vamos percebendo o quanto continuamos sabendo pouco sobre diversos aspectos da vida e o quanto ainda temos a aprender, pois envelhecemos e mesmo assim percebemos que aprendemos pouco, que ainda temos muito que aprender.

A história sempre ensina algo aos que se dispõe a aprender e – apesar de passados séculos ou milênios -, constantemente nos surpreende com novidades. Com ela podemos entender como, porque, e a que custo até aqui chegamos.

Aprendemos sobre a luta de nossos antepassados em busca de novas fronteiras, descobertas, conhecimento, suas dificuldades, erros e acertos. Esse passado é que nos abre a possibilidade de, com cada vez mais facilidades, continuarmos buscando.

Obras gigantescas, como as Pirâmides do Egito até hoje encantam por sua engenharia e pela curiosidade de como foi realizada a locomoção dos enormes e pesadíssimos blocos de pedra utilizados em sua construção.

A liderança de homens como Moisés, sem nenhuma das facilidades que hoje possuímos, foi capaz de conduzir um povo por áreas totalmente desconhecidas, mas a de Adolf Hitler provocou a morte de milhões de pessoas.

Henry Ford inventou os princípios da produção em larga escala, até hoje seguidos pelas maiores indústrias e economias do mundo, como a chinesa.

Poucas décadas atrás só existiam viagens submarinas ou espaciais nas mentes criativas de alguns, que partilhavam suas ideias em gibis ou filmes e assim se transformaram em projetos de gênios que os leram ou assistiram e finalmente tornaram reais os sonhos e imaginações do passado.

Albert Sabin criou uma vacina que já salvou milhares de vidas e, mais recentemente, Bill Gates e Steve Jobs mudaram a vida de bilhões de pessoas com seus softwares e hardwares.

Milhares de exemplos poderiam ser dados, mas o que importa é que só conhecendo o passado poderemos seguir adiante com menos dificuldades, partindo de uma experiência já vivida, em busca de uma solução ou, de pelo menos não cometer o mesmo erro.

Quanto mais aprendemos, mais percebemos a infinidade de coisas que ainda poderão ser criadas, as nossas próprias criações abrem caminhos para novas e assim sucessivamente. Os novos conhecimentos nos mostram como evoluir mais, onde erramos e o que devemos corrigir.

Problemas como a poluição atmosférica e do meio ambiente provocam a busca de novas alternativas de desenvolvimento e correção dos erros já cometidos.

Com o auxílio da informática a velocidade da criação passou a ser exponencial e percebemos desconhecer, além do nosso próprio limite, também o dessa tecnologia, que a cada dia apresenta maior capacidade de processamento e armazenamento, com maior rapidez, menor custo e em menor espaço.

Precisamos ter a capacidade de usar todos esses benefícios em busca de cada vez mais saúde, conforto e bem estar comum para, como nossos antepassados, facilitar a vida dos que ainda virão.

A história nos mostra não só o passado, mas como, com cada vez mais facilidade, podemos assegurar um futuro melhor.

(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

A incapacidade do governo Dilma - Por João Bosco Leal

de: João Bosco Leal artigos@joaoboscoleal.com.br 
para: nogueirablog@gmail.com
data: 25 de junho de 2012 01:00
assunto: A incapacidade do governo Dilma
Importante principalmente porque foi enviada diretamente para você.
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Senhor Editor,

envio o texto "A incapacidade do governo Dilma", para análise de sua possibilidade de publicação.

Obrigado
João Bosco Leal (*)
 
A incapacidade do governo Dilma

Ao ler: "Os humanos serão sempre imperfeitos e jamais serão totalmente racionais, o que é precisamente a razão pela qual não devemos confiar em nenhum humano para comandar a vida dos outros", escrito por Steven G. Horwitz, mestre e doutor em economia, autor de diversos livros sobre a matéria e professor da St. Lawrence University, em Canton, NY, logo pensei em tudo o vem sendo divulgados nos últimos dias.

O atual governo brasileiro tem assumido compromissos diante de outros países que só poderiam ser realizados por aqueles que tivessem uma economia extremamente pujante, com muita sobra de caixa e com sua população sem necessidade alguma investimentos nas áreas de sua responsabilidade.

Como certamente esse não é o caso do Brasil, fiquei perplexo com declarações atribuídas a nossa presidente, de que o país está 300% seguro contra a crise econômica mundial. Desculpe senhora presidente, mas sua declaração é tão estúpida, que chego a duvidar de que tenha sido pronunciada por quem diz possuir vasto conhecimento das atividades econômicas do país.

Economia não existe sem matemática e esta, apesar de ser mundialmente entendida quando numericamente transcrita, necessita de uma língua - no nosso caso o português -, para ter resultados divulgados de modo a ser compreendida pela população.

Entretanto, mesmo quando explicada em português, nenhum brasileiro consegue entender como podemos emprestar US$ 10 bi ao FMI para ajudar na crise dos países europeus, quando seu governo alega não possuir recursos suficientes para investir na saúde, de modo que ele seja dignamente atendido quando necessita de amparo hospitalar. As imagens frequentemente divulgadas de pessoas morrendo em filas, por não conseguirem atendimento médico, e os protestos dos que nelas buscam socorro não lhe diz nada?

A população estudantil brasileira que, meio século atrás, em sua quase totalidade estudava em escolas públicas, tinha uma formação exemplar. Depois disso os governos deixaram de investir em educação e milhares de escolas particulares foram criadas, fazendo com que os pais tivessem de pagar pela melhor educação de seus filhos.

Mesmo com esse sacrifício econômico dos pais, atualmente esses alunos não possuem o direito de concorrer a todas as vagas do ensino universitário público, pois grande parte delas está destinada a alunos que, por conta do péssimo ensino gratuito oferecido pelo governo em suas escolas, não conseguem ser aprovados no vestibular, e outras vagas são destinadas às quotas raciais agora existentes.

A população brasileira está falando em outra língua, e se referindo a algo tão difícil de ser entendido pela senhora e seus ministros, ou a senhora é que está tão preocupada em impor uma nova língua - onde possa ser chamada de Presidenta ao invés de Presidente-, que não tem tempo de pensar em saúde e educação pública?

Seu partido político reclama de perseguição durante os governos militares, mas depois de uma década governando não foi capaz de realizar uma única obra realmente significativa paras o país, que proporcionasse o bem coletivo, como as grandes usinas hidrelétricas, a enorme malha rodoviária construída em todo o país, as escolas, universidades, hospitais e tantas outras obras de infraestrutura realizadas por eles.

Seus próprios ministros admitem que o país não pode crescer 5% ao ano por não possuir infraestrutura necessária, como energia elétrica, ferrovias, rodovias, portos e aeroportos para aumentar e escoar sua produção.

E mesmo sem fazer nada disso temos dinheiro para emprestar aos outros? A senhora é Presidente da República do Brasil ou está governando só para os "companheiros" e para os que possuem votos no Conselho de Segurança da ONU, onde Lula sonha em ter um cargo?

Presidente Dilma, antes de poder nos mostrar para o mundo como um país rico, os brasileiros precisam de saúde, educação, segurança, transporte e moradias dignas, o que seu governo se mostra incapaz de fazer.

João Bosco Leal   www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista, escritor e produtor rural


(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.


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sexta-feira, 22 de junho de 2012

INCOMODADAMENTE – Por Edson Paulucci




de: Edson Paulucci <edson.paulucci@gmail.com>
para: "Luiz C. Nogueira" nogueirablog@gmail.com
data: 21 de junho de 2012 16:04
assunto: Incomodadamente
enviado por: gmail.com
assinado por: gmail.com



INCOMODADAMENTE




Incomodadamente 
recosto a minha mente
entre uma e outra 
mentira oportuna.
Vou vasculhando, 
nesse imenso porão,
todas as possíveis 
verdades da vida.
Nada encontro porque, 
na verdade,
verdades não existem. 
E se existem,
são apenas 
falsificações grosseiras
de pressupostos 
e palavras repetidas
mil vezes.
As mentiras? 
Ah! adoro mentiras.
São como grãos 
de milho virtuais
jogados aos pombos.
Que acreditam comer.
E, acredite, engordam.

terça-feira, 19 de junho de 2012

NOS 150 ANOS DO " AMOR DE PERDIÇÃO " - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA






                                                   





Decorreram em Maio as comemorações dos 150 anos da publicação do célebre romance de Camilo Castelo Branco.

A obra é sobejamente conhecida, assim como o autor. António Feliciano de Castilho, em carta datada de 02/01/1866, considera-o Mestre - “ Sim senhor! É mestre e cem vezes mestre e de todos os nossos clássicos nenhum há que eu leia com tamanho gosto e proveito.”

Vasco Botelho de Amaral, um dos nossos maiores linguistas, in: “Glossário Critico de Dificuldades da Língua Portuguesa”, regista: (…) a linguagem de Camilo é riquíssima de valores expressivos (…). Em todas as páginas revela o Mestre o diligente estudo a que se consagrou, auscultando os dizeres das bocas populares e investigando nos clássicos, documentos ignorados, mas de inestimáveis riquezas idiomáticas. Junte-se a isto o extraordinário génio verbal e estilístico do escritor, e como resultado se nos apresentará a admirável vernaculidade de linguagem de Camilo.”

Antes de versar, sumariamente, a célebre e popular obra de Camilo, vou tecer brevíssima biografia, do considerado, com inteira justiça, o maior escritor da língua portuguesa:

Nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, a 16 de Março de 1862. Ficou órfão muito cedo. Com a irmã vai para Vila Real. Após o casamento desta acompanha-a, e vive com ela, em Vilarinho da Samardâ.

Por essa época tinha Camilo 16 anos. Estuda latim e francês com o Padre António de Azevedo. Pensa seguir a carreira eclesiástica.

Indo a Ribeira de Pena, encanta-se por guapa moçoila, e casa com 19 anos. Fica viúvo e cursa medicina, no Porto. Desiste, e matricula-se na Universidade de Coimbra.

Parte para Vila Real e participa nas tropas do General Miguelista Macdonell.

De seguida entra no seminário, que abandona, passando a viver da escrita.

Apaixona-se, então, por Ana Plácido, esposa de Pinheiro Alves e é acusado de adultério. Preso e julgado, foi absolvido. Mais tarde casa com ela, num prédio da Rua de Santa Catarina, no Porto, actualmente a redacção do jornal “ A Ordem”.

Falemos, agora, do “ Amor de Perdição”, obra que Unamuno, afirma: “Es uno de los libros fundamentales de la literatura ibérica ( castellana, portuguesa y catalana) - “ Por Tierras de Portugal y España”.

O enredo da obra é apresentado como verídico. Todavia tem um pouco de ficção. Para não alongar a crónica, passo a transladar parte do parecer de Magalhães Basto, conhecidíssimo historiador portuense, apresentado em “ Homens e Casos Duma Geração Notável”:

“ Simão Botelho existiu: não há que duvidá-lo. Existiu, e esteve encarcerado na Cadeia da Relação do Porto desde 12 de Março de 1805 até 17 de Março de 10807. Era solteiro, estudava na Universidade de Coimbra, mas residia em Viseu quando foi preso.
(…) Qual o crime que merecera tão grave pena? O assassínio do pretendente de Teresa de Albuquerque - Primo Baltazar - como conta o romancista?

Pedro de Azevedo (…) erudito investigador, já falecido, no documentado estudo sobre os “ ANTEPASSADOS DE CAMILO”, dá uma resposta a esta pergunta. O crime de Simão, segundo o processo que aquele autor estudou, foi o do homicídio frustrado, cometido contra a pessoa dum criado de servir, e não contra um nobre Senhor de Castro Dáire, como no romance. O crime foi praticado com clavina na Rua Direita de Viseu, em 3 de Agosto de 1804, um quarto de hora depois da meia noite Simão teve um cúmplice: não o ferrador João da Cruz, mas José Jerónimo de Loureiro e Seixas. No campo das hipóteses, parece-me absolutamente admissível que a causa do crime fosse uma mulher, embora se não chamasse Teresa, nem fosse filha de Tadeu de Albuquerque, que segundo parece, nunca existiu.

O “ Amor de Perdição” foi sentido, foi “vivido” por Camilo como nenhuma outra sua obra. Pode ser contrariado por documentos. Mas que importa? (…) … hão-de crê-lo verdadeiro todas as pessoas que o lerem”.

Assim termino, recomendando veemente, ao leitor, que teve a paciência de me ler, que releia e saboreie, mais uma vez, esta obra-prima da literatura portuguesa, publicada há 150 anos.



HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Potugal.


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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Encontros e desencontros


15 de junho de 2012 
Por (*) João Bosco Leal
Recentemente fui procurado via e-mail por uma carioca, que dizia pretender mudar-se para o Mato Grosso do Sul e que uma de minhas leitoras havia me indicado para se informar sobre detalhes locais. Após alguns e-mails pediu para ser adicionada em minha lista de Skype e lá solicitou várias informações sobre o clima, custo de vida e do metro quadrado construído, pois pretendia adquirir um imóvel em Campo Grande.

Alguns dias depois, como só havia estado no Rio de Janeiro por duas vezes e agora lá estando para realmente conhecê-lo, resolvi me comunicar com a mesma e pedir informações locais. Após dois dias na cidade, fui convidado para, conduzido por ela, conhecer um Rio bem mais completo do que o turista vê, e que convidaria sua amiga, leitora de meus textos, que morava perto de sua casa, para um jantar quando nos apresentaria.

Como aparentemente era uma pessoa educada e culta, que dizia haver sido casada com um ex-diretor da maior rede de televisão do país e já havia citado diversos encontros com pessoas desse meio, resolvi aceitar o convite e realmente fui maravilhosamente ciceroneado pela cidade maravilhosa, conhecendo locais, praias e mirantes onde pude admirar paisagens que provavelmente não são conhecidas pela maioria dos turistas.

Depois saímos para jantar com o casal em que a senhora frequentemente lia meus textos e fiquei muito satisfeito, pois me identifiquei muito tanto com o marido quanto com sua esposa. Tudo perfeito até que fui incumbido de na noite posterior providenciar um churrasco para recepcionar aquele casal em sua casa.

Foi uma experiência péssima, pois apesar da excelente companhia do casal e de uma de suas filhas, além do filho da dona da casa, todos muito agradáveis, cultos e educados, a anfitriã resolveu exagerar no vinho e logo estava totalmente inconveniente, interrompendo a conversa de todos, elevando o som da música de modo que atrapalhava qualquer conversa e apesar de várias solicitações feitas por todos, mantinha o volume elevado.

Quando as visitas se foram e seu filho também saiu para encontrar sua namorada, fiquei só com uma pessoa totalmente alcoolizada, que passou a solicitar um tipo de companhia que eu nunca pretendi e agora menos ainda, pois já enxergava a pessoa de outra forma e detesto bebidas. Sentindo-se rejeitada com a negativa, esta iniciou um verdadeiro ataque verbal sobre mim, o que me obrigou a ir embora imediatamente. Saí da casa e me dirigi à portaria do condomínio fechado, para, com a ajuda do porteiro, solicitar um táxi, porque não sabia sequer o nome da rua onde estava.

Já passando das vinte e três horas, não havia porteiro naquele momento e só me restou voltar até a casa em busca do controle remoto do portão e ligar para o casal que havia ido embora para que me informassem o nome da rua e o número do condomínio para poder chamar um táxi. Em menos de dez minutos o meu novo amigo já estava diante de mim e me levou até sua casa, realmente bem próxima, mas em outro condomínio.

Mesmo estando todos horrorizados com o péssimo nível da pessoa, que apesar dos diversos e luxuosos ambientes que já havia frequentado e países para onde tinha viajado, não sabia se comportar diante de visitas dentro da própria casa, passei a viver momentos maravilhosos, com um casal realmente especial, que fez questão que lá dormisse, para não ter de pegar um táxi na madrugada.

Na manhã seguinte soube de minha leitora que só conhecia a bêbada de aulas de Yoga e que jamais imaginaria um comportamento daqueles, mas resolvemos evitar o assunto e as diversas conversas que tivemos durante aquele dia aumentou minha afinidade com o casal. Conheci uma família de costumes lastreados na mesma educação, cultura e moral que eu, o que me deixou extremamente feliz e compensou minha estadia no local.

Apesar dos riscos de nos depararmos com pessoas horríveis, desequilibradas, durante a vida também podemos encontrar pessoas maravilhosas.
 
(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.

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